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Servidores defendem Abin e pedem proteção contra "governos mal-intencionados"

Por Redação em 29/01/2024 às 11:20:24
Foto: Reprodução internet

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Um grupo de servidores da AgĂȘncia Brasileira de InteligĂȘncia (Abin) divulgaram uma carta aberta em que defendem a utilidade e o funcionamento da instituição e pedem a criação de um novo marco normativo, que " deixe claro as atribuições, ferramentas e limites" para a atuação da inteligĂȘncia no Brasil, mas também possa "proteger os cidadãos brasileiros de desvios promovidos por dirigentes e governos mal-intencionados". "Sem tornar disfuncional uma atividade essencial a todo Estado que queira promover seus interesses no exterior e resguardar sua sociedade de ameaças de carĂĄter interno e externo", diz o documento, divulgado no domingo, 28.

"Uma instituição de Estado pode ser utilizada de forma indevida por seus dirigentes, especialmente se estes tiverem pretensões polĂ­tico-partidĂĄrias, como é o caso que ora se investiga. Porém, o debate sobre seus quadros técnicos e sobre a utilidade da instituição para a sociedade precisa ser desvinculado de discussões conjunturais sobre eventuais desvios promovidos por gestões passadas", defendem os sevidores. Na carta aberta, os profissionais também cobram maior controle externo pelo Congresso Nacional, citam que a comissão encarregada da Atividade de InteligĂȘncia (CCAI) tem se mostrado "pouco atuante" e reforçam que a agĂȘncia tem como função informar os governos, não decidir. "Nem sempre o decisor ouve o assessor", reforça o documento.

A manifestação dos servidores da agĂȘncia ocorre após o inĂ­cio da Operação Vigilância Aproximada pela PolĂ­cia Militar, que tem como objetivo investigar organização criminosa que se instalou na AgĂȘncia Brasileira de InteligĂȘncia com o intuito de monitorar ilegalmente autoridades pĂșblicas e outras pessoas", por meio do uso de ferramentas geolocalização de dispositivos móveis. Contudo, para os membros da agĂȘncia, desde as ações, as discussões sobre o papel da agĂȘncia tĂȘm sido fundamentadas em "informações incompletas, anĂĄlises distorcidas e falsas premissas".

Como o site da Jovem Pan mostrou, na semana passada, ações da PF miraram o ex-diretor da Abin e atual deputado federal, Alexandre Ramagem (PL-RJ). Agora, as novas diligĂȘncias avançam no nĂșcleo polĂ­tico, identificando os principais beneficiĂĄrios das informações produzidas ilegalmente pela Abin. Entre os alvos desta segunda, 29, estĂĄ o Carlos Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro e vereador no Rio de Janeiro. Agentes da PF cumprem mandados na residĂȘncia de Carlos e também na Câmara Municipal do Rio.

Fonte: JP

Tags:   PolíticaAbin
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