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Justiça adianta julgamento de médica acusada de matar verdureiro em Cuiabá

Por Redação em 14/02/2022 às 21:27:29
Audiência estava marcada para março, mas foi antecipada pelo juiz da 12ª Vara Criminal de Cuiabá. Letícia Bortolini, de 37 anos, estava com o marido em um carro quando atropelaram vendedor ambulante em Cuiabá

Clínica Letícia Bortolini

A audiência de instrução e julgamento da médica Letícia Bortolini foi antecipada pelo juízo da 12ª Vara Criminal de Cuiabá. Antes estava marcada para acontecer de forma presencial em 03 de março. Entretanto, o audiência foi adiantada para o dia 23 fevereiro. A médica é acusada de atropelar e matar o verdureiro Francisco Lúcio Mara, em abril de 2018.

Segundo o juiz, a mudança acontece para readequação de pauta de audiência. O juiz Flávio Miraglia Fernandes destacou que a Vara trabalha para garantir celeridade nas análises dos processos.

Na audiência, o juiz pretende ouvir as outras testemunhas do caso e ainda realizar o interrogatório da ré. A audiência está marcada para o dia 23 de fevereiro, às 17 horas.

A audiência será realizada integralmente por videoconferência. "Esclareço que este Juízo vem realizando audiências diárias, sem interrupções, quer seja por vídeo conferência, quer seja por meio presencial, com o firme propósito de garantir a pronta entrega da jurisdição, fato este que pode ser verificado na pauta diária de audiências à disposição na secretaria desta Vara", disse.

A primeira audiência de instrução e julgamento do caso aconteceu em 2 de dezembro de 2021.

Testemunhas ouvidas na primeira audiência:

Franci Silva - filha do verdureiro.

Aritony de Alencar Menezes - marido da médica Letícia Bortolini.

Rafael de Souza Cardoso - policial militar que fez atendimento do caso.

Bruno Duarte Pereira de Lins - conhecido de Francisco que o ajudava a atravessar a avenida.

Ainda precisam ser ouvidos:

Letícia Bortolini - acusada de atropelar, matar e não prestar socorro ao verdureiro.

Leo Teixeira Gregório Vilas Boas - policial militar que atendeu a ocorrência.

Eduardo Rizzieri - comerciante.

Rodrigo Chiroli - médico veterinário.

Benete Bruno da Silva - testemunha.

Bento Rodrigues de Menezes - testemunha.

Imagens do acidente

Laudo aponta que caminhonete que atropelou verdureiro em Cuiabá estava a 101km/h

Um vídeo de câmeras de segurança registrou o momento em que o carro da médica atinge o vendedor ambulante.

A gravação não tem imagens nítidas, mas é possível ver o carro da médica, um Jeep Compass de cor branca, atingindo o vendedor ambulante. O automóvel da médica aparece na imagem da esquerda para a direita, aos quatro segundos do vídeo.

Francisco é arremessado e o corpo atinge uma árvore, quase no centro do vídeo. Letícia não freou o veículo e não prestou socorro ao pedestre. A Polícia Militar, ao detê-la, disse que ela tinha sinais de embriaguez.

O acidente

Letícia Bortolini é acusada de ter atropelado e matado o verdureiro, na Avenida Miguel Sutil, em Cuiabá. De acordo com as polícias Militar e Civil, ela estava com o marido em um carro.

O atropelamento do verdureiro ocorreu por volta de 20h do dia 14 de abril. A vítima foi atingida pelo veículo no momento que terminava de atravessar a via.

A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) constatou em laudo que a velocidade média de impacto do veículo da médica, um Jeep Compass, era de aproximadamente 103 km/h.

Francisco tentava subir com seu carrinho na calçada quando foi atingido pelo carro e morreu no local.

O veículo não parou para prestar socorro e foi encontrado em um condomínio no bairro Jardim Itália, na capital, após uma testemunha seguir o veículo e informar a polícia.

Para a polícia, a médica assumiu conscientemente o risco do acidente.

Francisco Lúcio Maia, de 48 anos, morreu na Avenida Miguel Sutil, em Cuiabá

Arquivo pessoal

Na conclusão do inquérito policial, o delegado considerou que o fato da vítima apresentar capacidade psicomotora comprometida por elevado estado de embriaguez, confirmado em laudo pericial.

Ela foi presa na casa dela, em um condomínio da capital, e foi solta dois dias depois sob a alegação de que ela tem um filho com 1 ano de idade que precisa dos cuidados dela.

Desde então, ela permanece em liberdade, atuando como médica na capital.

Fonte: G1/MT

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