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Deputado Ricardo Barros e outras quatro pessoas viram réus na Justiça Eleitoral por esquema de propina em contratos da Copel

Por Redação em 24/11/2021 às 11:57:35
Ricardo Barros e outras quatro pessoas viraram réus na Justiça Eleitoral por esquema de propina em contratos da Copel

Ricardo Barros e outras quatro pessoas viraram réus na Justiça Eleitoral por esquema de propina em contratos da Copel

Segundo o MP-PR, Barros utilizou da influĂȘncia que tinha como entĂŁo secretĂĄrio no ParanĂĄ para negociar, em troca de propina, a compra de empresas da GalvĂŁo Engenharia do setor de energia eólica. Ele nega acusaçÔes.


O deputado federal Ricardo Barros (PP) e outras quatro pessoas viraram réus em um processo na Justiça Eleitoral que apura um suposto esquema de pagamento de propinas e lavagem de dinheiro em contratos da Companhia Paranaense de Energia (Copel).

Conforme denunciado pelo Ministério PĂșblico do ParanĂĄ (MP-PR), o esquema envolveu a compra de duas empresas do setor de energia eólica, as duas da GalvĂŁo Engenharia, pela companhia.

Barros se utilizou da influĂȘncia que tinha na diretoria da Copel, por ser entĂŁo secretĂĄrio estadual de IndĂșstria, Comércio e Assuntos do Mercosul no ParanĂĄ, para negociar a contratação das empresas.

Em troca, segundo a denĂșncia, o deputado solicitou e recebeu valores ilĂ­citos de executivos do grupo GalvĂŁo que o haviam procurado. Parte dos pagamentos foi feita em espécie e outra parte por meio de doaçÔes eleitorais.

A denĂșncia foi oferecida pelo MP-PR em 13 de outubro e aceita pela 3ÂȘ Zona Eleitoral de Curitiba em 17 de novembro.

Além do deputado, também viraram réus Jean Alberto Luscher Castro, executivo da GalvĂŁo Engenharia, Eduardo Queiroz GalvĂŁo, membro do Conselho de Administração da GalvĂŁo Engenharia, e os empresĂĄrios Delmo Sérgio Vilhena e Élio Alves Pereira.

Veja por quais crimes cada um foi denunciado:

- Ricardo Barros: lavagem de dinheiro, trĂĄfico de influĂȘncia e falsidade ideológica eleitoral;

- Jean Alberto Luscher Castro e Eduardo Queiroz GalvĂŁo (delatores): falsidade ideológica eleitoral;

- Delmo Sérgio Vilhena e Élio Alves Pereira: lavagem de dinheiro.

As fraudes, segundo a denĂșncia, ocorreram entre o final de 2011 e o ano de 2014.

Barros é lĂ­der do governo Bolsonaro na CĂąmara dos Deputados e foi ministro da SaĂșde de 2016 a 2018, durante o governo Temer.


Segundo a denĂșncia, esquema movimentou pagamentos de propina em contratos da Copel — Foto: Reprodução/RPC
Segundo a denĂșncia, esquema movimentou pagamentos de propina em contratos da Copel


O que dizem os citados

A defesa do deputado Ricardo Barros informou que a denĂșncia nĂŁo se sustenta. Segundo Barros, os depósitos citados pelo Ministério PĂșblico no texto sĂŁo lĂ­citos e estĂŁo declarados no imposto de renda dele ou das empresas que possui.

Os advogados dele destacaram ainda que as aquisiçÔes informadas na denĂșncia também estĂŁo declaradas. Veja, mais abaixo, a nota de Barros, na Ă­ntegra.

O g1 tenta contato com a Copel e com as defesas dos outros acusados.

Nota de Ricardo Barros sobre a denĂșncia:

"Quero repudiar o fato de a denĂșncia ter sido protocolada exatamente no dia 3/11, quando estava na pauta a votação na CĂąmara da PEC 5 que desinteressa o Ministério PĂșblico pois alterava a composição do Conselho Nacional do Ministério PĂșblico.

Auditorias independentes realizadas mostraram ausĂȘncia de dano ao erĂĄrio na compra do parque eólico. O próprio delator reconhece que a venda foi abaixo do preço. NĂŁo houve trĂĄfico de influĂȘncia.

Depósitos citados pelo Ministério PĂșblico sĂŁo lĂ­citos e estĂŁo declarados no meu imposto de renda ou das minhas empresas. As aquisiçÔes também estĂŁo declaradas;

A doação eleitoral oficial da GalvĂŁo ao diretório nacional do PP foi lĂ­cita e espontĂąnea. Os valores foram distribuĂ­dos a vĂĄrios candidatos que concorreram na eleição de 2014. A mim, foi destinado menos de 20 % do valor total, como reconhece o próprio MP eleitoral.

Por fim, a denĂșncia nĂŁo se sustenta. Repudio o ativismo polĂ­tico do MP, o vazamento de informaçÔes sigilosas e a criminalização das doaçÔes oficiais. Provarei mais uma vez a minha boa fé, como jĂĄ provei em outras acusaçÔes do Ministério PĂșblico".

Fonte: G1

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