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Barroso diverge da PGR e não arquiva inquérito que investiga líder do governo no Senado

Por Redação em 12/11/2021 às 19:44:18
Investigação apura se o senador Fernando Bezerra recebeu R$ 10 milhões em propina de empreiteiras quando era ministro da Integração Nacional. Caso será enviado para Justiça Federal.

O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu não arquivar um inquérito que apura se o senador Fernando Bezerra (MDB-PE), atual líder do governo no Senado, recebeu R$ 10 milhões em propina de empreiteiras quando era ministro da Integração Nacional no governo de Dilma Rousseff. O caso será enviado para a Justiça Federal em Pernambuco.

A decisão diverge do parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR), que defendeu o arquivamento do caso e argumentou que não havia elementos suficientes para apresentação de denúncia.

O senador foi indiciado pela Polícia Federal pelos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica. Os supostos delitos teriam sido praticados entre 2012 e 2014. Bezerra assumiu o cargo de senador em 2015.

Segundo Barroso, como os fatos apurados no inquérito não tem relação com o atual mandado de Bezerra, a investigação deve ser analisada pela Justiça Federal em Pernambuco.

Para o ministro, cabe ao Ministério Público na primeira instância e ao novo juiz do caso avaliar se há elementos para seguir com a investigação ou se o caminho é o arquivamento.

"Como se nota, os supostos crimes cometidos não possuem relação com o cargo atual de Senador, de forma que o declínio de competência é medida que se impõe. Inexistindo o foro privilegiado, não há atribuição do Procurador-Geral da República para pedir o arquivamento nem competência deste relator para apreciar a questão. Caberá à Procuradoria Regional da República de Pernambuco oficiar no caso e ao juízo competente decidir o que de direito", escreveu Barroso.

A defesa de Fernando Bezerra Coelho tem afirmado que a investigação nasceu da palavra falsa de um criminoso confesso e que é uma tentativa de criminalizar a política.

Fonte: G1

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