Homem perde emprego na pandemia e passa a vender pano de chão nas ruas de SP: 'Nunca imaginei'

Por Redação em 15/09/2021 às 03:06:25
Daniel Matos recebia R$ 2,5 mil como garçom. Hoje, tem que vender 200 panos para ganhar R$ 50 por dia. 'Minha casa era mobiliada, tinha geladeira, televisão. Hoje eu não tenho nada'. Homem perde emprego na pandemia e passa a vender pano de chão nas ruas de SP

O Profissão Repórter desta terça-feira (14) mostrou a rotina de trabalhadores que tentam ganhar a vida informalmente no Brasil, como Daniel Ferreira Matos, de 43 anos. Ele perdeu o emprego de garçom com a chegada da pandemia do novo coronavírus, e se mudou de Varginha, no interior de Minas Gerais, para São Paulo em busca de uma nova oportunidade.

Nas ruas da capital paulista, Daniel passou a vender panos de chão. Em seu antigo emprego, ele ganhava R$ 2.500 por mês. Hoje, se Daniel conseguir vender pelos menos 200 panos de chão, em nove horas de trabalho, ele ganha R$ 50 por dia.

Daniel Ferreira Matos, de 43 anos, trabalhava como garçom em Minas Gerais e perdeu o emprego durante a pandemia

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“Fiquei desempregado em Minas e acabei vindo para São Paulo. Achei que teria uma oportunidade melhor, só que não arrumei nada”, relembra

“Nunca me imaginei vendendo panos na rua de São Paulo. Só conhecia a cidade pela televisão. Eu me imaginava aqui na cidade fazendo outras coisas, passeando, conhecendo os museus, e não passando esse aperto todo.”

Com o pouco que ganha, Daniel só consegue suprir alguns gastos diários e não tem onde dormir. Ele passa a noite procurando abrigo nos Centros Temporários de Acolhimento (CTA), da Prefeitura de São Paulo.

Em busca de novas oportunidades, Daniel Ferreira Matos começou a vender panos de chão em São Paulo

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“Só dá para comprar e fazer o básico: kit de higiene, um chinelo, cortar o cabelo. Lá [em Minas Gerais] eu pagava aluguel, tinha as minhas coisas. A casa era mobiliada, tinha geladeira, televisão. Hoje eu não tenho nada. Só pano para vender”, conta.

“Todo dia é essa correria e esse sacrifício. Mas vale a pena, porque não pode perder a animação nem o ânimo. A opção é sair, trabalhar e correr atrás. Não dá tempo nem de pensar que tem desemprego e que falta oportunidade”, diz Daniel.

Da vida de antes da pandemia, Daniel conta que sente falta da rotina do antigo emprego, que vai muito além do uniforme bem arrumado de garçom.

Daniel vivia com a família em Varginha, no interior de Minas Gerais, e precisou abrir mão de tudo para ir para São Paulo em busca de uma nova oportunidade

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“Tenho saudade de quando eu vestia minha roupa para trabalhar, ficava bem vestido, com terno, sapato social. Já faz um tempo que não sei o que é isso. Mas a gente não pode perder a esperança. É muito tempo de pandemia, só que os dias estão passando. Preciso de um trabalho para voltar a andar de cabeça erguida.”

Assista à reportagem completa abaixo:

Fonte: G1

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