Sentimentos- Respeito a sua dor

Polícia dispara contra jornalistas que cobriam protesto na Colômbia, diz ONG

Por Redação em 07/05/2021 às 22:51:29

O Esquadrão de Motim Móvel (Esmad) da polícia da Colômbia disparou tiros de balas de borracha contra três jornalistas que cobriam um protesto no município de Sibaté, próximo a Bogotá, e dois deles ficaram feridos, denunciou nesta sexta-feira, 7, a ONG Fundação para a Liberdade de Imprensa (Flip, na sigla em espanhol). Em um comunicado, a ONG afirmou que os fatos ocorreram na madrugada desta sexta, quando repórteres da mídia alternativa “Loco Sapiens” cobriram uma manifestação que fazia parte dos protestos que começaram na Colômbia há 10 dias e em que, segundo organizações sociais, a brutalidade policial deixou 37 mortos. “Às 2h47 (hora local), agentes da Esmad dispararam gás lacrimogêneo enquanto viajavam em um tanque. Ao se aproximarem do local onde estavam os jornalistas, membros da Esmad, com armas de balas de borracha, atiraram diretamente contra os repórteres”, explicou a Flip.

Ela acrescentou que os policiais fardados atiraram contra os profissionais “apesar do fato de que eles levantaram os braços e gritaram alto que eram a imprensa” e que “estavam totalmente identificados, tinham capacetes marcados "imprensa" e portavam seus crachás”. “Os feridos não receberam socorro médico no local e a ambulância solicitada não chegou. Todo o ataque foi registrado na transmissão ao vivo que um dos jornalistas estava fazendo”, disse a ONG. Enquanto o governo procura encontrar um consenso com diferentes setores políticos, econômicos e sociais, os protestos, que começaram contra a reforma tributária – já retirada -, agora continuam contra uma tentativa de reforma da saúde, contra a brutalidade policial e a complexa situação de insegurança.

Segundo a Flip, nos 10 dias de manifestações na Colômbia, foram documentados 115 ataques à imprensa, dos quais 52 foram cometidos por membros das forças de segurança. “Reiteramos que os funcionários e as forças de segurança têm a obrigação de garantir o trabalho jornalístico. A imprensa é fundamental em tempos de manifestações sociais e não pode ser restringida arbitrariamente por agentes do Estado”, disse a Fundação. Além disso, também pediu à polícia que investigue o caso dos repórteres agredidos em Sibaté “e todos os outros jornalistas que foram atacados por agentes fardados”. Além disso, instou a Procuradoria-Geral da República que investigue esses atentados “para ter mais garantias de transparência nos processos” e pediu ao presidente Iván Duque que rejeite as “violações cometidas contra a imprensa” durante as manifestações.

*Com informações da EFE

Fonte: JP

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