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Tocantins tem cidades com falta ou estoques muito baixos de doses da CoronaVac para segunda aplicação

Por Redação em 07/05/2021 às 19:51:51
Levantamento feito por Conselho das Secretaria Municipais de Saúde encontrou problemas em mais de 60 municípios. Há cidades em que o imunizante se esgotou e onde a aplicação da dose de reforço está atrasada. Municípios do interior do Tocantins estão com poucas doses da vacina CoronaVac

Raíza Milhomem/Prefeitura de Palmas

Um levantamento realizado pelo Conselho de Secretarias Municipais de Saúde do Tocantins (Cosems-TO) indica que 67 cidades no estado estão com algum tipo de problema para garantir a aplicação da segunda dose (D2) da CoronaVac. Os dados foram divulgados pelo Conselho nesta sexta-feira (7).

A lista inclui tanto cidades em que já há aplicações atrasadas porque o imunizante esgotou como municípios em que ainda não há atraso. Nestes casos, o problema é que os estoques não são suficientes para atender todos que estão com a D2 marcada para os próximos dias. O levantamento não especifica quantas cidades estão em cada uma das duas categorias.

Até o momento, o Tocantins recebeu 275.600 mil doses de CoronaVac. Do total, 272.644 foram distribuídas aos municípios e 2.956 estão guardadas na Gerência Estadual de Imunização em Palmas. O Governo do Tocantins nega que exista risco do estado passar por falta das D2, já que, segundo a Secretaria de Estado da Saúde, todas as cidades já receberam os imunizantes.

Além da lista de cidades com dificuldades, o Cosems-TO divulgou ainda quantas doses cada cidade solicitou ao governo estadual para ter a situação completamente solucionada.

Veja os municípios em que há falta de doses ou em que as doses são insuficientes:

Itaporã - 17 Doses

Palmeirópolis - 40 doses

Cristalândia - 322 doses

Santa Terezinha - 10 doses

Rio Sono - 190 doses.

Abreulândia- 63 doses

Dueré - 30 doses

Formoso do Araguaia - 200 doses

Filadélfia - 104 doses

Maurilandia - 60 doses

Itacajá - 50 doses

Dois Irmãos - 73 doses

Palmeirante - 120 doses

Arapoema - 222 doses

Luzinopolis - 110 doses

Nazaré - 47 doses

Combinado - 80 doses

Pugmil - 30 doses

Jaú do Tocantins - 30 doses

Divinopolis - 80 doses

Tupirama - 65 doses

Pedro Afonso - 150 doses

Dianópolis - 240 doses

Novo Acordo - 11 doses

Araguanã - 90 doses

Arraias - 50 doses

Barra do Ouro - 40 doses

São Salvador- 8 doses

Ponte Alta do Bom Jesus: 139 doses

Goianorte -30 doses

Carrasco Bonito - 35 doses

Mateiros - 80 doses

Aragominas - 216 doses

Aguiarnópolis 12 doses

Crixás - 42 doses

Barrolândia- 60 doses

Augustinipolis - 30 doses

Santa Fé - 13 doses

Araguacema - 90 doses

Santa Rosa - 80 doses

Pindorama - 12 doses

Babaçulândia - 94 doses

Muricilândia - 155 doses

São Sebastião - 100 doses

Sampaio - 54 doses

Juarina - 30 doses

Ananás - 180 doses

Araguaína - 2.393 doses

Figueirópolis - 105 doses

Piraquê - 40 doses

Santa Rita - 10 doses

Tabocão - 08 doses

Miranorte - 40 doses

Oliveira de Fátima - 10 doses

Porto Nacional - 400 doses

Recursolândia - 70 doses

Pau D'arco - 140 doses

Lizarda - 05 doses

Sucupira - 34 doses

Peixe- 437 doses

Araguatins - 570 doses

Presidente Kenedy - 30doses

Itaguatins - 91 doses

Ponte Alta do Tocantins - 60 doses

Tocantinópolis - 70 doses.

Bernardo Sayão- 12 doses.

Monte Do Carmo - 68 doses

Vacinação no Tocantins

Segundo o Vacinômetro, página que monitora a vacinação, o Tocantins já recebeu 457.160 doses de vacinas contra o coronavírus, 336.939 foram distribuídas aos municípios e 300.385 foram aplicadas. Número que corresponde a 12,20% da população imunizada com pelo menos uma dose.

São 191.916 aplicações referentes à primeira dose e 108.469 da segunda dose da vacina. A última atualização foi feita na manhã desta sexta-feira (7).

Nesta sexta-feira (7) o estado confirmou 723 novos casos de coronavírus, sendo 73 diagnósticos feitos nas últimas 24 horas. A Secretaria Estadual de Saúde também registrou 12 novas mortes por Covid-19 e uma das vítimas tinha apenas 24 anos. Com essas atualizações o estado passou a acumular 163.841 diagnósticos e 2.642 óbitos.

Vaivém de decisões

De acordo com o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, a interrupção é resultado da conduta de seu antecessor no comando da pasta, Eduardo Pazuello. "[O atraso] decorre da aplicação da segunda dose como primeira dose", afirmou. "Logo que houver entrega da CoronaVac, [o problema] será solucionado."

Antes, os estados estocavam vacinas para garantir que todas as pessoas já imunizadas recebessem a segunda dose. Em fevereiro, no entanto, Pazuello mudou a orientação: determinou que todos os imunizantes fossem aplicados de imediato, sem a preocupação de guardar parte delas.

Foi um vaivém de regras: dias depois, o Ministério da Saúde voltou atrás e disse que os estados deveriam, sim, estocar a CoronaVac para garantir a segunda dose a todos. Em março, mais uma vez, a pasta mudou de opinião e orientou a aplicação de todas as vacinas, sem reservas.

"O ministério fez isso, mas nós somos dependentes da China para os insumos farmacêuticos ativos (IFAs). O erro foi ter feito essa orientação sem ter garantia de que a produção estava iniciada. Contar com IFA que nem saiu da China é uma situação complicada", diz a epidemiologista Ethel Maciel.

Em abril, Queiroga foi ao Senado para dizer que a orientação mudou mais uma vez: desde então, os estados devem armazenar metade do estoque para garantir que o esquema vacinal de duas doses seja cumprido no intervalo correto (28 dias para a CoronaVac/Butantan e 3 meses para a de Oxford/Fiocruz).

Segunda dose deve ser tomada mesmo fora do prazo

Em nota técnica divulgada na terça-feira (27), o Ministério da Saúde orientou a população a tomar a segunda dose da vacina contra a Covid-19 mesmo que a aplicação ocorra depois do prazo recomendado pelos laboratórios.

Segundo o documento, é "improvável que intervalos aumentados entre as doses das vacinas ocasionem a redução na eficácia do esquema vacinal". No entanto, a pasta ressalta que os atrasos devem ser evitados, já que "não se pode assegurar a devida proteção do indivíduo até a administração da segunda dose".

Veja mais notícias da região no G1 Tocantins.

Fonte: G1

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