Sentimentos- Respeito a sua dor

Pelo menos 70 mil pessoas deixaram Nova York desde o começo da pandemia

Por Redação em 16/04/2021 às 04:15:45
Em Nova York, a pandemia fechou teatros, esvaziou escritórios e interrompeu o turismo, destruindo negócios que empregavam um quinto da força de trabalho da cidade. Pelo menos 70 mil pessoas deixaram Nova York desde o começo da pandemia. Pelo menos 70 mil pessoas deixaram Nova York desde o começo da pandemia

A pandemia de Covid-19 e suas consequências provocaram um verdadeiro êxodo na maior metrópole dos Estados Unidos. Pelo menos 70 mil pessoas deixaram Nova York desde o começo da crise do novo coronavírus. A maioria trocou o agito da metrópole pela tranquilidade do subúrbio.

“A pandemia foi aquele empurrão. Por mais que eu quisesse me mudar, que eu me sentisse apertada e que eu quisesse um espaço de trabalho. Eu não tinha coragem de fazer isso, de tomar essa decisão”, explica a artista plástica Gabriela Gasparini.

“Acho que ninguém daria o primeiro passo se não fosse a pandemia”, completa.

Nos EUA, os subúrbios são lugares não muito distantes dos grandes centros, com ruas tranquilas, jardins amplos e casas muito maiores que os apartamentos na cidade.

No verão passado, no auge da pandemia até então, houve uma primeira onda de migração das grandes cidades para regiões assim. Agora, o frenesi recomeçou e tornou casas tesouros disputados em leilões de compradores.

“Uma loucura. Você quer a casa, tem um preço e quando você vai ver as pessoas estão oferecendo mais do que o preço da casa para poder comprar”, explica Gabriela.

Gabriela Gasparini em sua casa no subúrbio

Reprodução/TV Globo

Esta é a maior demanda por casas desde 2006, mas naquela época o mercado estava mergulhando numa bolha e, quando ela estourou, levou o país a recessão. Agora, o mercado está mais cauteloso, as exigências são maiores e os negócios sólidos, garantem os analistas.

Em Nova York, a pandemia fechou teatros, esvaziou escritórios e interrompeu o turismo, destruindo negócios que empregavam um quinto da força de trabalho da cidade. Como consequência disso, a população na cidade começou a cair desde 2016 e a taxa de desemprego da cidade chegou a 12%, quase o dobro da média nacional.

No entanto, ao mesmo movimento que leva famílias para os subúrbios, abre espaço para quem sonha morar em uma das maiores metrópoles do mundo.

Subúrbio de Nova York

Reprodução/TV Globo

Em Nova York, o mercado como um todo ainda não voltou ao que era e os aluguéis continuam em baixa, com escritórios vazios. Mas a vacinação avança, a cidade reabre gradualmente e as vendas de imóveis tiveram um começo de ano quente, como explica o corretor brasileiro Marcos Cohen.

“Nós tivemos o melhor janeiro e fevereiro de Real State nos últimos 5 anos em Manhattan. As cidades grandes se erguem por si só, e a gente está vendo isso”, diz o corretor.

Nova York/JG

Reprodução/TV Globo

Fonte: G1

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