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PE tem previsão de chuva abaixo da média até maio em relação ao mesmo período de 2020

Por Redação em 24/02/2021 às 21:46:13

Dados sobre a expectativa de precipitações foram divulgados, nesta quarta-feira (24), pela Apac, após reunião, por videoconferência, com entidades nacionais e internacionais. Pernambuco deve ter menos chuvas do que a média histórica, segundo previsão da Apac

Em 2021, Pernambuco terá menos chuvas do que as registradas em 2020, segundo meteorologistas. Dados sobre a expectativa de precipitações para o estado, até maio, foram divulgados pela Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac) nesta quarta-feira (24) (veja vídeo acima).

A previsão foi discutida em uma reunião virtual realizada na terça-feira (23) com representantes dos centros estaduais de meteorologia dos nove estados do Nordeste.

Também participaram do encontro, por videoconferência, integrantes de órgãos de meteorologia nacionais, como o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e o Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC), e internacionais.

Segundo a Apac, a previsão para o próximo trimestre (março, abril e maio) indica probabilidade de chuvas abaixo da média climática em todo o estado.

“Temos uma combinação do enfraquecimento do fenômeno La Niña [que consiste na diminuição da temperatura da superfície das águas do Oceano Pacífico Tropical Central e Oriental] e do resfriamento do Atlântico Sul”, explicou a meteorologista Edvânia Santos.

Ainda de acordo com ela, a previsão é de redução do volume de chuvas entre 10% e 20%, em relação ao ano passado.

“Essa previsão é mais focada no Sertão, que está terminando o período chuvoso em março. Para o Grande Recife e a Zona da Mata, teremos uma nova reunião, no fim de março, para detalhar esses dados", afirmou.

A meteorologista disse também que, no Sertão, não vai ter chuva como ano passado. “A gente teve chuvas acima da média, no ano passado, e foi um ano bem chuvoso, bem positivo para o Sertão. Neste ano, não vai se repetir nos próximos três meses”, disse.

Também segundo a avaliação da Apac, nesse período, a “ocorrência de chuva tem grande variabilidade temporal e espacial devido aos sistemas indutores atuarem por período de tempo curto".

Isso significa que podem ocorrer chuvas em alguns dias com intensidade forte e acompanhada de trovoadas e rajadas de vento, em especial no Sertão, onde esses meses já englobam o período chuvoso, e no Agreste, que inicia o período chuvoso em março.

No Grande Recife e na Zona da Mata, as chuvas mais intensas ocorrem entre abril e agosto. Mesmo sem o detalhamento, a expectativa também é de menos precipitações do que em 2020.

“A gente vai ter chuvas, como sempre, mal distribuídas. Pode ter uma chuva mais forte em algumas cidades. Quando a gente coloca chuva abaixo da média, não é ausência de chuva. É menos chuva do que é esperado", afirmou a meteorologista.

Médias históricas

A média histórica é calculada a partir de dados de precipitações registradas nos últimos 30 anos, segundo Edvânia Santos. Para todas as regiões do estado, essa média tem índices diferentes em cada mês.

No Grande Recife, em março, por exemplo, a média é de 212.2 milímetros. Em abril, ela chega a 269,2 milímetros. Em maio, fica em 291 milímetros.

Na Zona da Mata, a média histórica é 129,1 milímetros, em março; 159,7 milímetros, em abril, e 188 milímetros, em maio.

No Agreste, março tem média de 90 milímetros, enquanto abril fica com 103 milímetros. Em maio, ela chega a 105 milímetros.

No Sertão, historicamente chove 138.5 milímetros, em março; 98,6 milímetros, em abril, e 47 milímetros, em maio.

Primeiro mês

Em janeiro deste ano, informou o relatório da Apac, as chuvas acumuladas ficaram abaixo da média em todas as regiões. A exceção foi a Zona da Mata Sul, que ficou acima da média climatológica.

Dados da agência mostraram que as precipitações foram mal distribuídas em todo o estado. Os maiores valores de precipitação foram observados em Moreilândia, no Sertão, com 86 milímetros, Bonito, no Agreste, com 79,2 milímetros.

Cortês, na Zona da Mata Sul, ficou com 164,1 milímetros, e o Cabo de Santo Agostinho, na Região Metropolitana do Recife, registrou 93,6 milímetros.

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Fonte: G1

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