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Anvisa faz reuni√£o para decidir sobre pedidos de uso emergencial de vacinas de Butantan e Fiocruz; assista ao vivo

Por Redação em 17/01/2021 às 10:37:35
Reuni√£o come√ßou às 10h10, e decis√£o deve ser tomada ainda neste domingo. Pedido do Butantan é referente a 6 milh√Ķes de doses, e o da Fiocruz, a 2 milh√Ķes. Transmiss√£o ao vivo: GloboNews no G1

A diretoria da Agência Nacional de Vigil√Ęncia (Anvisa) est√° reunida neste domingo (17) para decidir sobre os pedidos de uso emergencial de vacinas contra a Covid-19 apresentados pelo Instituto Butantan e pela Funda√ß√£o Oswaldo Cruz (Fiocruz).

A reuni√£o come√ßou às 10h10 deste domingo e n√£o havia sido concluída até a última atualiza√ß√£o desta reportagem. Clique no vídeo acima para assistir à transmiss√£o ao vivo da reuni√£o.

Saiba quem s√£o os diretores que v√£o tomar a decis√£o

Veja o raio X das duas vacinas analisadas

O pedido do Instituto Butantan, apresentado em 8 de janeiro, é referente a 6 milh√Ķes de doses importadas da vacina Coronavac, produzida pela farmacêutica chinesa Sinovac. O instituto também desenvolve a vacina no Brasil.

J√° o pedido da Fiocruz, também do dia 8, é referente a 2 milh√Ķes de doses importadas do laboratório Serum, da Índia, que produz a vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford (Reino Unido) e pelo laboratório AstraZeneca. A Fiocruz também desenvolve a vacina no Brasil.

Na abertura da reuni√£o, o diretor-presidente da Anvisa, Antonio Barra Torres, disse que é preciso mudar o comportamento social em raz√£o da pandemia.

"O inimigo é um só. A nossa chance, a nossa melhor chance nesta guerra passa, obrigatoriamente, por uma mudan√ßa de comportamento social, sem a qual, mesmo com vacinas, a vitória n√£o ser√° alcan√ßada", declarou.

Em seguida, o gerente-geral de Medicamentos e Produtos Biológicos, Gustavo Mendes, iniciou a exposi√ß√£o da an√°lise da equipe técnica sobre as vacinas.

Na sexta (15), o grupo farmacêutico Uni√£o Química informou ter pedido à Anvisa a autoriza√ß√£o para uso emergencial da vacina russa Sputnik V. O pedido foi devolvido pela agência por falta de "requisitos mínimos" e n√£o é analisado na reuni√£o deste domingo.

Anvisa decide neste domingo (17) uso de vacinas

An√°lise dos pedidos

De acordo com a Anvisa, os diretores v√£o analisar os pareceres elaborados por três √°reas técnicas, que somam 50 pessoas.

Os pareceres s√£o divididos entre as equipes que atuam em:

Registro de medicamentos;

Certificação de boas práticas de fabricação;

Farmacovigil√Ęncia de medicamentos (monitoramento do produto no mercado).

De acordo com a Anvisa, após a vota√ß√£o da diretoria colegiada, a decis√£o passa a valer a partir da publica√ß√£o do resultado e da notifica√ß√£o da entidade que apresentou o pedido. Durante a an√°lise, os diretores v√£o avaliar os seguintes itens:

Qualidade;

Boas práticas de fabricação;

Estratégias de monitoramento e controle;

Resultados provisórios de ensaios clínicos.

Ainda de acordo com a agência, quem entrou com o pedido precisa comprovar que a fabrica√ß√£o e a estabilidade do produto garantem a qualidade da vacina.

Se aprovado, o imunizante com uso emergencial liberado n√£o pode ser comercializado, somente distribuído no sistema público de saúde. A libera√ß√£o pode ser revogada pela Anvisa a qualquer momento.

Como as vacinas funcionam?

Efic√°cia das vacinas

Na terça-feira (12), a o Instituto Butanta informou que a CoronaVac registrou 50,38% de eficácia global nos testes realizados no Brasil.

Os testes preliminares da vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford e pela AstraZeneca também foram publicados, e os resultados apontaram efic√°cia média de 70,4%.

Disputa política

As vacinas também envolvem uma disputa política entre o governador de S√£o Paulo, Jo√£o Doria, e o presidente Jair Bolsonaro. Em outubro, o presidente chegou a dizer que o governo federal n√£o compraria a Coronavac.

No come√ßo de janeiro, porém, o Ministério da Saúde informou assinou um contrato com o Instituto Butantan para adquirir todas as 100 milh√Ķes de doses que o órg√£o produzir.

A proposta anunciada pelo Ministério da Saúde a prefeitos era come√ßar a vacina√ß√£o na quarta-feira (20) após a libera√ß√£o do uso emergencial pela Anvisa. O governo pretendia iniciar a vacina√ß√£o com as duas milh√Ķes de doses da vacina da AstraZeneca, produzidas na Índia.

Um avi√£o brasileiro estava previsto para decolar na sexta-feira (15) para a Índia, mas o voo foi adiado por “problemas logísticos internacionais”. O adiamento ocorreu depois que o governo indiano dizer que n√£o poderia dar uma data para a exporta√ß√£o de vacinas produzidas no país.

Depois do adiamento do voo Ministério da Saúde pediu que o Instituto Butantan entregasse todas as 6 milh√Ķes de doses da Coronavac disponíveis.

An√°lise

Ou√ßa o episódio do podcast O Assunto sobre a vacina√ß√£o contra a Covid-19:

Fonte: G1

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