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PF mira ex-funcionário da Petrobras suspeito de receber US$ 2,2 milhões de empresas do mercado internacional do petróleo

Por Redação em 26/11/2020 às 08:25:44
78ª fase da Lava Jato cumpre dois mandados de busca e apreensão em Angra dos Reis e Araruama, na manhã desta quinta-feira (26). PF cumpre mandados em desdobramento da Lava Jato no RJ

Dois mandados e busca e apreensão estão sendo cumpridos em Angra dos Reis e Araruama, no Rio de Janeiro, na 78ª fase da Operação Lava Jato.

As ordens judiciais foram expedidas pela 13ª Vara Federal de Curitiba e envolvem um investigado da 57ª etapa da operação, que é ex-funcionário da Petrobras.

A reportagem apurou que o ex-funcionário é Jecenny Rodrigues. O G1 tenta contato com a defesa dele e também com a Petrobras.

78ª fase da Lava Jato mira ex-funcionário da diretoria de Serviços da Petrobras

Reprodução/RPC

Os crimes foram cometidos na diretoria de Abastecimento, segundo a Polícia Federal (PF), e especificamente na Gerência Executiva de Marketing e Comercialização.

De acordo com relatos de colaboradores, o funcionário teria recebido cerca de US$ 2,2 milhões, entre 2009 e 2015, para favorecer a trading company em negociações de compra de combustíveis marítimos fornecidos pela Petrobras.

Lava Jato investiga esquema de propinas de US$ 31 milhões de empresas do mercado internacional do petróleo

As investigações da 57ª etapa, que foi batizada de Operação Sem Limites, miram a prática de crimes envolvendo a negociação de óleos combustíveis e outros derivados entre a estatal e trading companies estrangeiras.

A atividade criminosa, ainda conforme as investigações, permitia que as empresas conseguissem ganhos acima dos praticados pelo mercado.

As vantagens indevidas seriam recebidas em espécie no Brasil, segundo os colaboradores e, na sequência, eram repartidas pelo investigado com outros funcionários da estatal que também eram integrantes do esquema criminoso.

"Existem ainda indícios de que outras empresas estrangeiras também teriam pago vantagens indevidas ao ex-agente público relacionadas a operações de compra e venda de combustíveis marítimos com a estatal brasileira", afirmou a PF.

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Fonte: G1

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