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Veja o que as redes sociais anunciaram para conter a desinformaĆ§Ć£o nas eleiƧƵes de 2020

Por Redação em 16/10/2020 às 07:15:28
WhatsApp, Facebook, Instagram, Google, YouTube, Twitter e TikTok fecharam parcerias com TSE e reforƧaram regras para anúncios políticos. WhatsApp, Facebook, Instagram, YouTube, Google e Twitter anunciaram medidas para conter circulaĆ§Ć£o de desinformaĆ§Ć£o em suas plataformas.

Alessandro Feitosa Jr/G1

Redes sociais e outras plataformas incluindo o WhatsApp, Google, YouTube, Facebook, Instagram, Twitter e TikTok anunciaram medidas para diminuir a circulaĆ§Ć£o da desinformaĆ§Ć£o e abusos de suas ferramentas durante as eleiƧƵes de 2020.

As companhias firmaram parcerias com Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para promover conteúdos oficiais e delimitar o que pode e o que nĆ£o pode ser feito nas plataformas durante o período eleitoral.

O tribunal definiu regras como a proibiĆ§Ć£o de disparo em massa de mensagens privadas (pelo WhatsApp ou SMS) e telemarketing, e diretrizes para a veiculaĆ§Ć£o de publicidade on-line – medidas que estĆ£o relacionadas com os serviƧos oferecidos por essas plataformas.

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Veja abaixo as iniciativas:

WhatsApp

LimitaĆ§Ć£o do compartilhamento de conteúdo. Mensagens no WhatsApp que foram encaminhadas mais de cinco vezes só podem ser direcionadas para uma única conversa por vez;

mensagens frequentemente encaminhadas possuem um ícone de lupa, que leva a uma busca no Google;

chatbot em parceria com o TSE tira dúvidas sobre a votaĆ§Ć£o. O eleitor deve adicionar o número: +55 61 9637-1078 na lista de contatos ou acessar o serviƧo pelo link: wa.me/556196371078;

stickers/figurinhas sobre a temĆ”tica eleitoral para utilizaĆ§Ć£o no aplicativo;

mensagens enviadas em massa e utilizaĆ§Ć£o de robôs para automatizar disparos sĆ£o proibidos no aplicativo (hĆ” um formulĆ”rio para realizar denúncias de disparos em massa).

Facebook e Instagram

Publicidade sobre política ou eleiƧƵes no Brasil deve ser identificada com o aviso "Pago por" ou "Propaganda Eleitoral";

qualquer pessoa ou organizaĆ§Ć£o que queira fazer anúncios relacionados a esses temas precisa passar por um processo de verificaĆ§Ć£o, confirmando identidade e que tem residência no país;

todos os anúncios políticos e eleitorais ficam armazenados por 7 anos na Biblioteca de Anúncios;

o relatório de transparência mostra o total de anúncios e de gastos com publicidade sobre política e eleiƧƵes no Facebook e no Instagram;

ferramenta "Megafone" divulga mensagens no feed de notícias do Facebook com informaƧƵes sobre organizaĆ§Ć£o das eleiƧƵes, e sobre medidas de seguranƧa e sanitĆ”rias no dia da votaĆ§Ć£o;

centro de operaƧƵes para eleiƧƵes no Brasil terĆ” especialistas que irĆ£o acompanhar em tempo real potenciais violaƧƵes de políticas do Facebook, Instagram e WhatsApp nos dias próximos às eleiƧƵes e durante os dias de votaĆ§Ć£o.

Google

Buscas por termos relacionados às eleiƧƵes, incluindo "Como votar" ou "cadastro eleitoral", mostram painéis destacados com informaƧƵes oficiais fornecidas pelo TSE;

anúncios eleitorais devem ter a frase "propaganda eleitoral", CPF ou CNPJ do anunciante, identificaĆ§Ć£o clara do candidato ou do partido;

hĆ” um selo de verificaĆ§Ć£o de fatos para notícias que foram desmentidas na Busca, no Google Notícias e no Google Imagens.

YouTube

Notícias urgentes ou sobre temas muito populares aparecem em uma caixa específica nas buscas, reunindo canais de veículos jornalísticos;

sĆ£o exibidas caixas de checagem de fatos em vídeos que abordam temas verificados por fontes parceiras;

caixas de contexto mostram se um canal faz parte de organizaƧƵes governamentais, como a TV Senado.

Twitter

Buscas por termos relacionados às eleiƧƵes mostram link para pĆ”gina do TSE com dados úteis sobre o processo eleitoral e as medidas sanitĆ”rias para a prevenĆ§Ć£o de Covid-19 no dia da votaĆ§Ć£o;

hĆ” uma pĆ”gina especial para as eleiƧƵes 2020 e listas de perfis relacionadas às eleiƧƵes, que sĆ£o sugeridas pelo Twitter na pĆ”gina inicial das pessoas e também nos Moments;

apoio à transmissĆ£o de eventos ao vivo realizados pelo Tribunal nos momentos-chave do período eleitoral;

perfil @TwitterBrasil compartilha conteúdos produzidos pela conta do TSE que forem direcionados para eleitores;

a propaganda eleitoral paga é proibida na plataforma.

TikTok

Perfil @tsejus compartilha conteúdos produzidos pelo tribunal;

hĆ” um canal direto com o TSE para receber denúncias de conteúdos que ofereƧam risco à integridade das eleiƧƵes;

a propaganda eleitoral paga é proibida na plataforma.

Nos últimos anos, as redes sociais se envolveram em polêmicas relacionadas com eleiƧƵes ao redor do mundo, o que levou especialistas a pressionarem as plataformas para criarem regras e mecanismos que restringissem a circulaĆ§Ć£o de informaƧƵes falsas.

Em 2018, por exemplo, o Facebook se viu no centro de um escĆ¢ndalo nos EUA. Na ocasiĆ£o, foi revelado que dados de mais de 80 milhƵes de usuĆ”rios vazaram e foram utilizados pela Cambridge Analytica, uma empresa de assessoria política que prestou serviƧos para a candidatura de Donald Trump em 2016.

O uso das redes sociais em campanha também gerou reaƧƵes no Brasil: no ano passado, foi instaurada a ComissĆ£o Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) das Fake News, para apurar suposta criaĆ§Ć£o de perfis falsos para influenciar eleiƧƵes de 2018.

EM VÍDEO: Veja as regras e tire as dúvidas sobre as eleiƧƵes 2020

Fonte: G1

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