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Pastor se desespera ao saber que filho adotivo ajudou a matar menino afogado em lama, em Goiânia: 'Que ele pague'

Por Redação em 01/08/2020 às 09:28:48


Segundo a Polícia Civil, o jovem confessou ter ajudado o padrasto da vítima a cometer o crime. Perícia apontou que criança foi agredida com pedaço de madeira antes de ser morta. Pai adotivo lamenta suspeito envolvimento do filho na morte de Danilo, em Goiânia

Ao saber que o filho adotivo fora preso suspeito de participar da morte do garoto Danilo Sousa, de 7 anos, o pastor Fabiano Silva, que ajudava nas buscas e apoiava a família da criança, ficou consternado. Hian Alves de Oliveira, de 18 anos, confessou e deu detalhes do crime à Polícia Civil, tendo também confirmado a ação do padrasto da vítima.

"Toda vida ele querendo dinheiro, dinheiro, dinheiro. E eu: "não dou dinheiro a ninguém, eu dou comida". [...] Se o Hian fez isso, que ele pague!", desabafou o pastor.

Até a publicação desta reportagem, o G1 não havia conseguido descobrir quem representa Hian e o padrasto de Danilo, Reginado Lima Santos – presos suspeitos do crime – para pedir um posicionamento sobre o caso.

De acordo com as investigações, Reginaldo quis matar o enteado como forma de "vingança" devido a alguma malcriação e, para isso, ofereceu uma moto e um carro a Hian, para que ele o ajudasse. Os dois foram presos na sexta-feira (31).

A Polícia Civil informou que Hian confessou ter aceitado a proposta e cometido o crime, mas padrasto, no entanto, afirmou à corporação ser inocente.

Danilo Sousa Silva, de 7 anos

Reprodução/TV Anhanguera

Depoimento

Ao falar com os policiais civis, Hian, que trabalhava como servente de pedreiro, relatou que ajudou Reginaldo a segurar o menino para que ele a criança fosse agredida pelo padrasto na mata.

"No dia da morte do menino, eu estava trabalhando na obra. O padrasto arrastou o menino lá para dentro [da mata] e machucou ele com um pau. Fui até a beirada da mata para levar o menino, segurando pelo braço. Depois, fui trabalhar e ele ficou com o menino na mata", detalhou.

Segundo a perícia, Danilo foi morto afogado em lama. O padrasto teria pisado sobre a cabeça da criança para impedir que ela pedisse por socorro.

Reginaldo Lima, padrasto do menino, e Hian Alves, colega e suspeito de auxiliar na morte

Divulgação/Polícia Civil de Goiás

Investigação

Segundo a família contou à Polícia Civil, Danilo sumiu no último dia 21 de julho ao sair para ir à casa da avó. Seis dias depois, um corpo foi encontrado na região e, no dia seguinte, a corporação confirmou que se tratava da criança que estava desaparecida.

O delegado Rilmo Braga, titular da Delegacia de Investigação de Homicídios (DIH), explicou que o padrasto estava insatisfeito com a convivência com o menino e tinha aversão aos dois enteados. Ao todo, a família era composta por seis crianças, sendo que apenas quatro eram fruto da relação de Reginaldo com a mulher.

Dois fatores são considerados fundamentais pelo delegado para concluir o inquérito: as informações reveladas por Hian e o depoimento de um adolescente que teria acompanhado toda a movimentação dos suspeitos durante o crime.

Bombeiros encontraram corpo em área de mata

Marina Demori/TV Anhanguera

Braga descartou, neste momento, a prática de violência sexual contra o menino durante o crime. "Por hora, está descartada conotação de crime sexual. As lesões encontradas no corpo do menino pela perícia não apontam diretamente para este tipo de ato", explicou.

Os dois detidos foram levados à DIH, onde ficaram presos pelo crime de ocultação de cadáver em conexão com homicídio qualificado.

Velório e enterro

Danilo foi enterrado no Cemitério Municipal Vale da Paz, em Goiânia, na tarde de quarta-feira (29). Durante o velório, os padrasto se mostrou inconsolável e precisou ser amparado por dois homens.

Já a bisavó do garoto, Maria de Almeida Silva, estava emocionada. "Esquecer, nós nunca vamos esquecer, mas Deus vai consolar a gente porque a aflição é muito grande", relatou emocionada.

Veja outras notícias da região no G1 Goiás.

Padrasto estava inconsolável no enterro do menino Danilo Sousa

Reprodução/TV Anhanguera

Fonte: G1

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