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Ao STF, PF diz que venda ilegal de joias foi para o patrimônio de Bolsonaro e custeou despesas nos Estados Unidos

Por Redação em 08/07/2024 às 15:14:40
A Pol√≠cia Federal, em inquérito enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), disse que o dinheiro das joias sauditas, vendidas ilegalmente por auxiliares de Jair Bolsonaro, entrou para o patrimônio do ex-presidente e serviu para custear as despesas dele e da fam√≠lia nos Estados Unidos, no in√≠cio de 2023.

A conclusão da PF est√° no inquérito sobre as joias sauditas, dadas de presente ao governo da Ar√°bia Saudita ao governo brasileiro durante a gestão Bolsonaro. Os conjuntos de joias milion√°rias deveriam ter ido para o patrimônio do Estado, mas não foi isso que aconteceu, segundo a PF, tendo ido parar no patrimônio pessoal do ex-presidente.

"Identificou-se, ainda, que os valores obtidos dessas vendas eram convertidos em dinheiro em espécie e ingressavam no patrimônio pessoal do ex-presidente da Rep√ļblica, por meio de pessoas interpostas e sem utilizar o sistema banc√°rio formal, com o objetivo de ocultar a origem, localização e propriedade dos valores", afirmou a PF.

Em seguida, a polícia diz como esse dinheiro pode ter sido usado por Bolsonaro e família nos Estados Unidos.

"Tal fato indica a possibilidade de que os proventos obtidos por meio da venda il√≠cita das joias desviadas do acervo p√ļblico brasileiro, que, após os atos de lavagem especificados, retornaram, em espécie, para o patrimônio do ex-presidente, possam ter sido utilizados para custear as despesas em dólar de Jair Bolsonaro e sua fam√≠lia, enquanto permaneceram em solo norte-americano", completou a PF.

A PF disse ainda que o desvio de joias durante o governo de Jair Bolsonaro est√° relacionado à produção de fake news e ao uso indevido de recursos do Estado. A investigação revela um esquema que envolve a apropriação indevida de itens de alto valor, que deveriam ter sido incorporados ao patrimônio da União, e sua utilização em campanhas de desinformação.

"Concluindo pela exist√™ncia de fortes ind√≠cios de desvio de bens de alto valor patrimonial entregues por autoridades estrangeiras ao Presidente da Rep√ļblica ou agentes p√ļblicos a seu serviço, e posterior ocultação da origem, localização e propriedade dos valores provenientes, com identidade de agentes j√° investigados por outros fatos nesta SUPREMA CORTE, o que evidencia a conexão probatória com diversos inquéritos que tramitam no âmbito do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, que investigam condutas atentatórias à própria CORTE, tal como o lnq. 4.781/DF, das Fake News e, especialmente, a pr√°tica de diversas infrações criminais por mil√≠cias digitais atentatórias ao Estado Democr√°tico de Direito, investigada no Inq 4.874/DF", escrecveu a PF.

"Identificou-se, em acréscimo, que os valores obtidos dessas vendas eram convertidos em dinheiro em espécie e ingressavam no patrimônio pessoal do ex-presidente da Rep√ļblica, por meio de pessoas interpostas e sem utilizar o sistema banc√°rio formal, com o objetivo de ocultar a origem localização e propriedade dos valores", afirmou a PF.

Segundo a PF, as joias, presentes dados ao governo brasileiro por representantes de outros pa√≠ses, foram desviadas e não integraram o acervo p√ļblico. Esses itens, avaliados em milhões de reais, teriam sido utilizados para fins pessoais e pol√≠ticos, desviando-se das funções institucionais a que deveriam servir.

A investigação apontou que parte dos recursos obtidos com a venda dessas joias foi destinada à produção e disseminação de not√≠cias falsas. Essas fake news tinham como objetivo influenciar a opinião p√ļblica e desestabilizar opositores pol√≠ticos. A PF destacou que as campanhas de desinformação foram intensificadas em per√≠odos eleitorais e momentos de crise pol√≠tica, exacerbando a polarização e a desinformação no pa√≠s.

Além do desvio de joias, o relatório indica que houve um uso indevido de recursos e estrutura do Estado para promover interesses pessoais e pol√≠ticos do ex-presidente e seus aliados. A PF identificou que ve√≠culos oficiais, segurança e outros recursos foram utilizados para fins que não se alinham com as funções p√ļblicas, configurando abuso de poder e desvio de finalidade.

Fonte: G1

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