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Premi√™ da França diz "não ter maioria para governar" e anuncia que deixar√° o cargo na segunda

Por Redação em 07/07/2024 às 19:38:44

O primeiro-ministro da França, Gabriel Attal, de centro-direita, anunciou que deixar√° o cargo na segunda-feira (8). A decisão foi anunciada pouco depois da divulgação das projeções iniciais das eleições legislativas no pa√≠s, que deram vitória ao bloco de esquerda, representado pela Nova Frente Popular. A aliança Juntos, de Attal e do presidente Emmanuel Macron, ficou em segundo lugar. Contrariando as pesquisas, a direita radical, liderada pelo Reagrupamento Nacional (RN), de Marine Le Pen e Jordan Bardella, acabou em terceiro, atr√°s do bloco do presidente. "Nesta noite, nenhuma maioria absoluta foi obtida pelos extremos, e graças à nossa determinação e à força dos nossos valores, estamos de pé. Temos tr√™s vezes mais deputados do que as estimativas no in√≠cio desta campanha", disse o premi√™ demission√°rio. "Onde quer que eu fosse, eu estava ansioso para ouvir voc√™s. Esta noite, o grupo pol√≠tico que representei nesta campanha não conseguiu a maioria, e apresentarei a minha demissão ao Presidente da Rep√ļblica amanhã de manhã (segunda-feira)."

Segundo as projeções do instituto Ifop, a Nova Frente Popular deve ter entre 180 e 205 cadeiras na Assembleia Nacional, enquanto a aliança Juntos, de Emmanuel Macron, ter√° entre 164 e 174 cadeiras. O Reagrupamento Nacional, que esperava ter a maioria absoluta após o bom desempenho no primeiro turno, ter√° entre 130 e 145- o n√ļmero inclui membros do partido Republicanos que seguiram o pedido do contestado presidente da sigla, Eric Ciotti, para unirem forças com a direita radical. O partido, por si só, ter√° entre 57 e 67 cadeiras, apontam as projeções.

Após os primeiros n√ļmeros, Jean-Luc Mélenchon, l√≠der do partido A França Insubmissa, de extrema esquerda, disse que Macron "tem o dever de chamar a Nova Frente Popular para governar", pedindo a ren√ļncia do premi√™. "Sa√ļdo a todos que aceitaram ser candidatos e retirar suas candidaturas e se mobilizaram porta a porta para conseguir arrancar um resultado que parecia ser imposs√≠vel. Essa noite o Reagrupamento Nacional est√° longe de ter a maioria absoluta, é um imenso al√≠vio", afirmou, em discurso.

Assim como Mélénchon, o l√≠der do Partido Socialista, Olivier Faure, também rejeitou a formação de qualquer governo de coligação entre a esquerda e o bloco macronista, de centro-direita. "A Nova Frente Popular deve assumir o comando desta nova p√°gina da nossa história", declarou. No extremo oposto, Jordan Bardella, cotado como futuro premier caso uma vitória do RN de fato se concretizasse, culpou Macron pela derrota e denunciou uma "aliança da desonra" para barrar seu partido. "

Essa noite houve um regresso na pol√≠tica francesa. Esses acordos eleitorais jogaram a França nos braços da extrema esquerda. Com isso, o RN, largamente à frente no primeiro turno e nas eleições europeias, representam a vitória de amanhã", disse Bardella, classificando o "corredor sanit√°rio" contra a direita de "aliança da desonra". "O RN encarna mais do que nunca a √ļnica força que pode reconstruir a França. Os arranjos eleitorais de um Pal√°cio do Eliseu isolado e uma extrema esquerda incendi√°ria não levarão o pa√≠s a lugar algum". Os franceses votaram de maneira contundente: a participação foi de 67%, a mais alta registrada durante um segundo turno em mais de 40 anos e ligeiramente maior do que no primeiro turno.


Fonte: JP

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