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Pandemia provoca reduĆ§Ć£o ou paralisaĆ§Ć£o da produĆ§Ć£o de 65% das indĆŗstrias

Por Redação em 01/07/2020 às 09:28:09

Os efeitos causados pela pandemia do novo coronavírus provocaram reduĆ§Ć£o ou paralisaĆ§Ć£o de 65% das empresas de médio e grande portes. É o que aponta o estudo "InovaĆ§Ć£o na indústria", encomendado pela ConfederaĆ§Ć£o Nacional da Indústria (CNI) ao instituto FSB Pesquisa. O levantamento, realizado entre os dias 18 e 26 de junho com 402 companhias, indicou ainda que 69% delas perderam faturamento. As restriƧƵes tecnológicas e a falta de soluƧƵes inovadoras explicam grande parte do impacto negativo sofrido pelo setor. "A maioria das empresas foi afetada ou muito afetada pela pandemia — tanto em relaĆ§Ć£o aos negócios, quanto à produĆ§Ć£o. Neste sentido, 83% das companhias declararam que precisarĆ£o de mais inovaĆ§Ć£o para crescer ou sobreviver no mundo pós-pandemia", afirma Gianna Cardoso Sagazio, diretora de inovaĆ§Ć£o da CNI, em entrevista à Jovem Pan.

De acordo com Sagazio, as soluƧƵes inovadoras serĆ£o decisivas para que o país minimize os prejuízos sociais e econômicos a curto prazo e, a longo prazo, retome o crescimento, adquira novas tecnologias e alavanque a indústria nacional. "A inovaĆ§Ć£o aberta é necessĆ”ria nĆ£o apenas para as empresas, mas também para a economia de todo o país. As indústrias que investem nesta ferramenta obtêm retorno financeiro e estratégico, geram empregos de qualidade, aumentam a competitividade do setor e, desta forma, impulsionam a indústria nacional no mercado global", diz.

A recessĆ£o e seus reflexos no setor industrial evidenciam a necessidade de mudanƧa. Entre as empresas consultadas, 68% afirmam que modificaram de alguma forma seu processo produtivo; no entanto, apenas 56% delas consideram ter inovado, de fato, após a mudanƧa. Falta de recursos, de informaĆ§Ć£o e pessoal qualificado configuram os principais entraves que atrasam as soluƧƵes inovadoras nas companhias.

Acordo estratégico

Visando diminuir tais limitaƧƵes e impulsionar a cultura da inovaĆ§Ć£o entre as indústrias brasileiras, a CNI anuncia nesta quarta-feira (01) um acordo estratégico com a SOSA, plataforma israelense de atuaĆ§Ć£o global em inovaĆ§Ć£o aberta. A parceria inaugura um processo de engajamento e colaboraĆ§Ć£o com as tecnologias 4.0 em desenvolvimento no exterior ao possibilitar que indústrias e startups nacionais acessem os ecossistemas de tecnologia da SOSA em Nova York e Tel Aviv. As empresas interessadas no programa participarĆ£o de workshops, eventos técnicos, atividades monitoradas, demonstraƧƵes exclusivas, relatórios especiais e atualizaƧƵes sobre as últimas tendências da tecnologia global. Os eventos têm como objetivo aumentar o acesso à informaĆ§Ć£o e aprimorar a vantagem competitiva da indústria brasileira.

"A uniĆ£o entre a CNI e a SOSA ampliarĆ” a presenƧa nacional na esfera da inovaĆ§Ć£o. É fundamental que o Brasil fortaleƧa sua indústria e, para isso, é preciso que haja maior investimento em informaĆ§Ć£o. NĆ£o vamos superar a crise se nĆ£o tivermos um sistema interligado com articulaĆ§Ć£o entre o governo e o setor industrial em busca do mesmo objetivo, o desenvolvimento", conclui Sagazio.

Fonte: JP

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