conecte-se conosco


Economia

Para secretário do Tesouro, deixar Previdência para 2019 “não é fim do mundo”

Publicado


“Se [o governo Temer] aprovar algo infralegal sobre a Previdência neste ano, ótimo, é uma sinalização. Mas se não aprovar, não é o fim do mundo
Marcelo Camargo/Agência Brasil

“Se [o governo Temer] aprovar algo infralegal sobre a Previdência neste ano, ótimo, é uma sinalização. Mas se não aprovar, não é o fim do mundo”, disse Mansueto Almeida, secretário do Tesouro Nacional

O secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, afirmou que se o governo Michel Temer não conseguir aprovar a reforma da Previdência este ano, não haverá nenhum impacto negativo para o mercado financeiro. Mas, segundo ele, o governo de Jair Bolsonaro (PSL) deverá avançar nessa pauta em 2019.

Leia também: Paulo Guedes promete priorizar Previdência e quer votar reforma de Temer

“Se [o governo Temer] aprovar algo infralegal neste ano, ótimo, é uma sinalização. Mas se não aprovar, não é o fim do mundo”, disse Mansueto. “O que o mercado espera é a aprovação da reforma da Previdência no próximo ano. É necessária uma reforma no País e o governo novo tem tempo de aprovar”.

O economista passou a quinta-feira (8) no Centro Cultural Banco do Brasil com a equipe de transição do governo eleito de Jair Bolsonaro . Mansueto tratou do ajuste fiscal com a equipe de transição e apresentou números do governo Temer. “Devemos terminar o ano com déficit primário bem melhor que a meta, em torno de R$ 120 bilhões. Fui mostrar a dinâmica da despesa”, contou.

Leia mais:  No terceiro trimestre, bancos brasileiros crescem e tem maior lucro desde 2006

Ao deixar o local, Mansueto elogiou equipe e disse que estão comprometidos em alterar as regras da Previdência. “Tenho muitos amigos aí, é uma equipe muito comprometida com o ajuste fiscal, que quer fazer avaliação de gasto público, que quer fazer o ajuste fiscal cortando a despesa, não com [elevação da] carga tributária”, disse o representante do Tesouro.

Há possibilidade de o governo Temer tentar alterar regras previdenciárias ainda este ano por meio de projetos infraconstitucionais, conforme informou ontem o governador eleito do Rio de Janeiro, Wilson Witzel. Mas o tempo para que os aliados do atual governo é curto.

Leia também: Dívida dos estados e municípios com a União chegou a R$ 908 bilhões em 2017

Mas o tempo para que os aliados do atual governo avancem no tema é curto. Na teoria, restam seis semanas para aprovação da reforma da Previdência – mas, na prática, são menos dias, porque tradicionalmente as sextas-feiras no Congresso são esvaziadas. E, para encurtar mais, na próxima semana há um feriado da Proclamação da República na quinta-feira (15).

Leia mais:  Dívida pública tem ligeira queda em setembro e chega a R$ 3,779 trilhões

*Com informações da Agência Brasil

publicidade

Economia

União já pagou R$ 3,5 bilhões em dívidas atrasadas dos estados neste ano

Publicado

por


Só no mês passado, o total de dívidas atrasadas dos estados quitadas pela União chegou a R$ 301,37 milhões. Deste montante, R$ 291,88 milhões são relativos a inadimplências do estado do Rio de Janeiro
iStock

Só no mês passado, o total de dívidas atrasadas dos estados quitadas pela União chegou a R$ 301,37 milhões. Deste montante, R$ 291,88 milhões são relativos a inadimplências do estado do Rio de Janeiro

Até o mês de outubro, a União já pagou R$ 3,575 bilhões em dívidas garantidas de estados e municípios, os chamados entes subnacionais. É o que consta no Relatório de Garantias Honradas pela União em operações de crédito divulgado na última sexta-feira (16) pela Secretaria do Tesouro Nacional.

Leia também: Tesouro vê risco de 14 estados quebrarem por excesso de gastos com pessoal

Só no mês passado, o total de dívidas atrasadas dos estados quitadas pela União chegou a R$ 301,37 milhões. Deste montante, R$ 291,88 milhões são relativos a inadimplências do estado do Rio de Janeiro e R$ 9,49 milhões de Roraima, os mais endividados do País.

Como garantidora de operações de crédito de entes subnacionais, a União, representada pelo Tesouro Nacional, é comunicada pelos credores de que o estado ou o município não realizou o pagamento de uma parcela de determinado contrato. Caso as obrigações não sejam cumpridas no prazo estipulado, a União quita os valores.

Leia mais:  Novo “Superministério” da Economia unificará Planejamento, Fazenda e Indústria

Os compromissos honrados pelo Estado nos dez primeiros meses de 2018 já ultrapassam os de 2016 e estão muito próximos de bater o valores de 2017. Nos dois últimos anos, o Tesouro pagou, respectivamente, R$ 2,377 bilhões e R$ 4,059 bilhões em dívidas de estados e municípios.

Leia também: Mais de 62 milhões de brasileiros estão inadimplentes, revela BC

As dívidas pagas pelo Tesouro Nacional são abatidas dos repasses da União a esses entes federados endividados. Normalmente, o estado ou município que teve alguma garantia honrada pelo Tesouro é descontado nos fundos de participação ou na cota de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) que lhe é devida.

Sobre as obrigações atrasadas incidem juros, mora e outros custos operacionais. Em 2017, porém, algumas decisões do STF (Supremo Tribunal Federal) impediram a aplicação dessas contrapartidas ao Rio de Janeiro , que aderiu ao pacote de recuperação fiscal e agora pode contratar novas operações de crédito com garantia da União mesmo estando inadimplente.

O caso do Rio, no entanto, é exceção. O estado de Minas Gerais está impedido de contrair financiamentos garantidos pelo Tesouro até 8 de agosto de 2019; Goiás, até 11 de setembro; Roraima, até 15 de outubro; e o Piauí, até 13 de setembro. A prefeitura de Natal está impedida de contratar novas operações de crédito até 23 de maio de 2019.

Leia mais:  Tesouro paga mais de R$ 400 milhões em dívidas dos estados em setembro

Leia também: Economia tem crescimento de 1,74% no terceiro trimestre, aponta BC

Outros entedes federativos, como os estados do Rio Grande do Norte e do Amapá, além das prefeituras de Chapecó (SC) e Cachoeirinha (RS), também têm restrições de crédito com a União por causa das dívidas aque ainda não quitaram. 

*Com informações da Agência Brasil

Continue lendo

Economia

De olho no exterior e no próximo presidente do BC, dólar cai e fecha a R$ 3,73

Publicado

por


Em novembro, o dólar ainda acumula alta de pouco mais de 1%; neste ano, a valorização da moeda ante o real é de 14%
iStock

Em novembro, o dólar ainda acumula alta de pouco mais de 1%; neste ano, a valorização da moeda ante o real é de 14%

O mercado reagiu bem às expectativas sobre a trajetória dos juros nos Estados Unidos e à indicação de Roberto Campos Neto para a presidência do Banco Central (BC) no ano que vem. Nesta sexta-feira (16), a dólar caiu 1,28% e fechou o dia cotado a R$ 3,7372, 1,27% a menos do que o resultado registrado na última quarta-feira (14).

Leia também: Entenda o que afeta a cotação da moeda norte-americana no Brasil

Durante o dia, a moeda norte-americana chegou à mínima de R$ 3,7306 e à máxima de R$ 3,7825. No mês de novembro, o dólar ainda acumula alta de pouco mais de 1%. Neste ano, a valorização da moeda frente ao real já bate os 14%.

Influências do exterior


Na sessão desta sexta-feira (16), a cautela do mercado em relação ao Brexit também influenciou a cotação do dólar
Ilovetheeu

Na sessão desta sexta-feira (16), a cautela do mercado em relação ao Brexit também influenciou a cotação do dólar

Nos EUA, Richard Clarida, vice-presidente do Federal Reserve (ou Fed, o Banco Central norte-americano), declarou que a taxa de juros do país está próxima à neutralidade, entre 2,5% e 3,5%, e que o neutro “faz sentido”. Em 2018, o Fed já elevou os juros norte-americanos três vezes e, por ora, há muitas expectativas sobre um novo aumento em dezembro.

Leia mais:  No terceiro trimestre, bancos brasileiros crescem e tem maior lucro desde 2006

Leia também: Após meses de discussão, Grã-Bretanha e UE chegam a acordo sobre o Brexit

Na sessão desta sexta, também predominou certa cautela em relação ao Brexit , motivada principalmente pelas declarações de Theresa May, primeira-ministra britânica, que garantiu se manter firme à saída do Reino Unido da União Europeia em março de 2019. Ontem (15), quatro ministros do gabinete de May pediram demissão de seus cargos por não concordarem com o acordo que está sendo firmado entre o país e o bloco europeu.

Presidência do Banco Central


Novo presidente do BC, Roberto Campos Neto será responsável pela política cambial do país, o que está diretamente ligado à cotação do dólar
Divulgação

Novo presidente do BC, Roberto Campos Neto será responsável pela política cambial do país, o que está diretamente ligado à cotação do dólar

Na última quinta-feira (15), feriado nacional, a equipe de transição do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), confirmou o nome do economista Roberto Campos Neto  para ocupar a presidência do Banco Central. Campos Neto substituirá Ilan Goldfajn, que está à frente do BC desde junho de 2016 e deixou o posto voluntariamente.

Leia também: Roberto Campos Neto é indicado por Bolsonaro para chefiar o Banco Central

Leia mais:  Dívida pública tem ligeira queda em setembro e chega a R$ 3,779 trilhões

O economista de 49 anos de idade é neto de Roberto Campos, que foi ministro do Planejamento de Castelo Branco durante a ditadura militar. Atual responsável pela tesouraria do banco Santander, o indicado por Bolsonaro ainda terá que passar por uma sabatina na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado antes de tomar posse.

Como Paulo Guedes, futuro ministro do novo governo, Campos Neto tem perfil liberal e apoia medidas que restrinjam o tamanho do Estado. Formado em economia pela Universidade da Califórnia, nos EUA, e especializado em finanças, o novo presidente do Banco Central já ocupou funções nos bancos Bozano, Simonsen e Claritas.

Leia também: Banco Central reduz previsão de crescimento do PIB de 1,6% para 1,4%

O BC é uma autarquia ligada ao Ministério da Fazenda que também tem status de ministério. Caberá a Campos Neto zelar pela política cambial do país, o que está diretamente ligado à cotação do dólar , fixar a taxa Selic, regular o sistema bancário nacional e perseguir as metas de inflação fixadas pelo governo.

Continue lendo

Policial

Política MT

Mato Grosso

Entretenimento

Polícia Federal

Mais Lidas da Semana