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Economia

Onyx Lorenzoni quer aprovar independência do Banco Central ainda este ano

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Futuro ministro da Casa Civil do governo do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), Onyx Lorenzoni (DEM), quer aprovar projeto de independência do Banco Central na Câmara ainda este ano
Valter Campanato/Agência Brasil

Futuro ministro da Casa Civil do governo do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), Onyx Lorenzoni (DEM), quer aprovar projeto de independência do Banco Central na Câmara ainda este ano

O futuro ministro da Casa Civil no governo do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), Onyx Lorenzoni, quer aprovar ainda este ano o projeto de lei que prevê a independência do Banco Central (BC). A ideia é colocar a pauta em votação antes do dia 21 de dezembro quando começa o recesso parlamentar.

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O ministro extraordinário de transição do governo Michel Temer para o governo Bolsonaro conversou com o relator do projeto na Câmara, deputado Celso Maldaner (MDB-SC), na ocasião da nomeação da deputada Teresa Cristina (DEM-MS) como futura ministra da Agricultura. Onyx Lorenzoni estima já contar com 220 dos 257 votos necessários para a aprovação no plenário da Câmara dos Deputados.

O tema foi discutido ontem na reunião do colégio de líderes, durante a qual o presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn , defendeu a proposta. Ele é cotado para continuar na presidência da instituição desde que defenda essa ideia e é visto com bons olhos pelo mercado, embora a equipe do futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, também trabalhe com outros nomes.

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Dar autonomia ao Banco Central ainda este ano é visto com bons olhos por Paulo Guedes pois, segundo ele, mandaria uma boa mensagem ao mercado.

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A maioria dos partidos presentes na reunião ontem, incluindo MDB, PSDB, DEM e as demais legendas do Centrão, apoiam a votação da medida que dá  independência do Banco Central antes do fim do ano. Apenas os partidos da oposição se manifestaram como contrários à criação da nova regra.

A ideia que Onyx Lorenzoni defende e que é proposta por Celso Maldaner prevê mandatos não coincidentes para os presidentes da República e do Banco Central. Ambos teria mandato de quatro anos e o presidente do BC só poderia ser reeleito uma vez. Pelas novas regras, o mandato do futuro novo presidente passaria a valer a partir de 2020 e, até lá, a tendência é que Ilan Goldfajn permaneça no cargo e faça a transição.

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Economia

De olho no exterior e no próximo presidente do BC, dólar cai e fecha a R$ 3,73

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Em novembro, o dólar ainda acumula alta de pouco mais de 1%; neste ano, a valorização da moeda ante o real é de 14%
iStock

Em novembro, o dólar ainda acumula alta de pouco mais de 1%; neste ano, a valorização da moeda ante o real é de 14%

O mercado reagiu bem às expectativas sobre a trajetória dos juros nos Estados Unidos e à indicação de Roberto Campos Neto para a presidência do Banco Central (BC) no ano que vem. Nesta sexta-feira (16), a dólar caiu 1,28% e fechou o dia cotado a R$ 3,7372, 1,27% a menos do que o resultado registrado na última quarta-feira (14).

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Durante o dia, a moeda norte-americana chegou à mínima de R$ 3,7306 e à máxima de R$ 3,7825. No mês de novembro, o dólar ainda acumula alta de pouco mais de 1%. Neste ano, a valorização da moeda frente ao real já bate os 14%.

Influências do exterior


Na sessão desta sexta-feira (16), a cautela do mercado em relação ao Brexit também influenciou a cotação do dólar
Ilovetheeu

Na sessão desta sexta-feira (16), a cautela do mercado em relação ao Brexit também influenciou a cotação do dólar

Nos EUA, Richard Clarida, vice-presidente do Federal Reserve (ou Fed, o Banco Central norte-americano), declarou que a taxa de juros do país está próxima à neutralidade, entre 2,5% e 3,5%, e que o neutro “faz sentido”. Em 2018, o Fed já elevou os juros norte-americanos três vezes e, por ora, há muitas expectativas sobre um novo aumento em dezembro.

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Na sessão desta sexta, também predominou certa cautela em relação ao Brexit , motivada principalmente pelas declarações de Theresa May, primeira-ministra britânica, que garantiu se manter firme à saída do Reino Unido da União Europeia em março de 2019. Ontem (15), quatro ministros do gabinete de May pediram demissão de seus cargos por não concordarem com o acordo que está sendo firmado entre o país e o bloco europeu.

Presidência do Banco Central


Novo presidente do BC, Roberto Campos Neto será responsável pela política cambial do país, o que está diretamente ligado à cotação do dólar
Divulgação

Novo presidente do BC, Roberto Campos Neto será responsável pela política cambial do país, o que está diretamente ligado à cotação do dólar

Na última quinta-feira (15), feriado nacional, a equipe de transição do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), confirmou o nome do economista Roberto Campos Neto  para ocupar a presidência do Banco Central. Campos Neto substituirá Ilan Goldfajn, que está à frente do BC desde junho de 2016 e deixou o posto voluntariamente.

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O economista de 49 anos de idade é neto de Roberto Campos, que foi ministro do Planejamento de Castelo Branco durante a ditadura militar. Atual responsável pela tesouraria do banco Santander, o indicado por Bolsonaro ainda terá que passar por uma sabatina na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado antes de tomar posse.

Como Paulo Guedes, futuro ministro do novo governo, Campos Neto tem perfil liberal e apoia medidas que restrinjam o tamanho do Estado. Formado em economia pela Universidade da Califórnia, nos EUA, e especializado em finanças, o novo presidente do Banco Central já ocupou funções nos bancos Bozano, Simonsen e Claritas.

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O BC é uma autarquia ligada ao Ministério da Fazenda que também tem status de ministério. Caberá a Campos Neto zelar pela política cambial do país, o que está diretamente ligado à cotação do dólar , fixar a taxa Selic, regular o sistema bancário nacional e perseguir as metas de inflação fixadas pelo governo.

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Economia

BNDES escolhe empresa cocriada por Paulo Guedes para gerir fundo de investimento

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De acordo com o BNDES, a escolha da empresa cofundada por Paulo Guedes se deu ao final de um processo seletivo público que contou com a participação de outras sete instituições
Fernando Frazão/Agência Brasil

De acordo com o BNDES, a escolha da empresa cofundada por Paulo Guedes se deu ao final de um processo seletivo público que contou com a participação de outras sete instituições

Nesta sexta-feira (16), o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou que escolheu a JGP, gestora cofundada pelo economista Paulo Guedes, para administrar um novo fundo de investimento em direitos creditórios (FIDC). Os recursos deste fundo, segundo o BNDES, seriam investidos em projetos de infraestrutura.

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De acordo com o banco, a escolha da JGP se deu ao final de um processo seletivo público que contou com a participação de outras sete instituições. A empresa cocriada por Paulo Guedes , na avaliação do BNDES, apresentou a melhor combinação entre as notas técnica e comercial.

Os segundo e terceiro lugares ficaram com a Votorantim Asset Management e Itaú Asset Management, respectivamente, que agora formam o cadastro de reserva.

O novo fundo do BNDES tem patrimônio estimado em cerca de R$ 500 milhões. Quando disponível, o FIDC terá um portfólio com ativos que compõem a carteira de aplicações – também chamadas de debêntures incentivadas – para projetos do banco, que, por sua vez, não será um dos cotistas desse fundo.

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O que são debêntures incentivadas


As debêntures incentivadas, que compõem o fundo a ser criado pelo BNDES e gerido pela empresa de Paulo Guedes, são isentas de Imposto de Renda e buscam financiar projetos de infraestrutura
Shutterstock

As debêntures incentivadas, que compõem o fundo a ser criado pelo BNDES e gerido pela empresa de Paulo Guedes, são isentas de Imposto de Renda e buscam financiar projetos de infraestrutura

Em linhas gerais, as debêntures são aplicações de renda fixa cujos títulos são emitidos por empresas de diversos setores – incluindo o público. Sua dinâmica de investimento é bem parecida com a do Tesouro Direto ; a diferença é que, neste caso, o investidor está emprestando dinheiro para uma organização privada, e não para o governo.

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Em troca, assim como acontece com os títulos da dívida pública, quem investe em debêntures recebe juros – prefixados ou pós-fixados – sobre o valor que aplicou. A rentabilidade desse investimento pode até ser maior do que a de outros de renda fixa, mas seus riscos também são mais altos, já que as debêntures não são protegidas pelo Fundo Garantidor de Crédito.

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Existem diversos tipo de debêntures. As incentivadas, que compõem o fundo a ser criado pelo BNDES, são isentas de Imposto de Renda e buscam financiar projetos de infraestrutura , como a construção de portos e aeroportos, a ampliação da capacidade de transmissão de energia e as obras para melhorar as condições das rodovidas, por exemplo.

Sobre a JGP


Futuro ministro da Economia, Paulo Guedes fundou a JGP em 1998 em sociedade com André Jakurski e Arlindo Vergaças. O economista de Bolsonaro deixou a empresa em 2004
Fernando Frazão/Agência Brasil

Futuro ministro da Economia, Paulo Guedes fundou a JGP em 1998 em sociedade com André Jakurski e Arlindo Vergaças. O economista de Bolsonaro deixou a empresa em 2004

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Paulo Guedes , futuro ministro da Economia do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), fundou a JGP em 1998 em sociedade com André Jakurski e Arlindo Vergaças. Antes disso, em 1986, Jakurski e Vergaças já haviam acompanhado Guedes na criação do Pactual, que deu origem ao banco BTG Pactual. O economista de Bolsonaro deixou a JGP em 2004.

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