conecte-se conosco


Nacional

“Não me importo se o Bolsonaro vai gostar ou não”, diz Eunício Oliveira

Publicado


Presidente do Senado, Eunício Oliveira nega 'pautas bombas' após aprovar benefício a montadoras
Geraldo Magela/Agência Senado – 8.11.18

Presidente do Senado, Eunício Oliveira nega ‘pautas bombas’ após aprovar benefício a montadoras

O presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE), voltou a negar nesta sexta-feira (8) que tenha acelerado a votação de ‘pautas bombas’ e disse que “não está preocupado” se o presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), “vai gostar ou não” das decisões tomadas pelos senadores antes de sua posse no Planalto.

“Não estou preocupado se Bolsonaro vai gostar ou não. Qual o motivo de eu, como presidente de um Poder, vou procurar o presidente eleito de outro Poder para perguntar o que ele quer? Parece um oferecimento, de disposição para se credenciar para alguma coisa. Zero”, afirmou Eunício Oliveira em entrevista ao jornal O Estado de São Paulo .

A declaração surge após o Senado ter aprovado reajuste de 16% no salário de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), contrariando os interesses do futuro presidente, que disse na quarta-feira (7) que “não é o momento” para aprovar a medida. O aumento salarial para os integrantes do Supremo, que passarão a receber mais de R$ 39 mil, acarretará e custos de R$ 6 bilhões a partir de 2019.

Leia mais:  Bolsonaro chega à reta final da campanha com 57% e Haddad tem 43%, diz CNT/MDA

Eunício justificou a votação do aumento salarial para os ministros do Supremo alegando que havia pedido de urgência para a proposta. “As matérias pautadas já tinham sido votadas pela Câmara dos Deputados e houve um compromisso formal do presidente do STF e da Procuradoria-Geral da República de que não haverá aumento do teto de gastos dos órgãos”, disse.

O senador ressaltou ainda que cada Poder pode remanejar seu orçamento dentro desse teto de gastos. “Eu fui autor da emenda constitucional que aprovou o limite de gastos no Brasil. Eu lembro que muitos diziam que, ao fazer isso, eu estava fazendo um mla ao Brasil. Mas eu sabia que estava procurando fazer um bem ao Brasil.

No dia seguinte a essa votação, o Senado aprovou também medida provisória que dá benefícios fiscais a montadoras do setor automotivo, o que prevê a renúncia de R$ 2 bilhões de arrecadação já no ano que vem.

A proposta também contraria interesses da equipe econômica de Bolsonaro. O futuro ministro da Fazenda, Paulo Guedes, já defendeu em mais de uma ocasião que é contra a concessão de subsídios a setores específicos da economia.

Leia mais:  Dois trens de Barcelona são evacuados por falsa ameaça de bomba

Já para Eunício e para o presidente Temer, que assinou decreto que regulamenta o programa estabelecido por essa MP, essa política irá elevar a qualidade da produção nacional e gerar a criação de vagas. “Com o fortalecimento do setor, a nossa população terá mais oportunidades de emprego e renda”, disse o presidente do Senado .

Também na entrevista ao Estadão, Eunício negou haver “insatisfação” com o governo eleito, mas rechaçou “levar prensa”, conforme chegou a declarar o futuro ministro Paulo Guedes sobre a votação da reforma da Previdência. “Só não aceito que digam que o Congresso tem de levar prensa. Aqui tem a liberdade de cada um botar o dedinho e votar sim, não ou abstenção.”

“Não votei no Bolsonaro, mas eu vou dizer o que disse Obama. Minha admiração não é pelo Trump, é pelo Obama. A população do meu Brasil democraticamente disse que o presidente é ele, então a partir do dia que ele ganhou ele é meu presidente, é o presidente do meu País e não sou eu que vou botar uma perna esticada para ele tropeçar, pelo contrário”, continuou Eunício Oliveira .

publicidade

Nacional

Pista da Marginal Pinheiros tomba, é interditada e causa congestionamento em SP

Publicado

por


Pista da Marginal Pinheiros cedeu na madrugada desta quinta-feira (15), em São Paulo
Reprodução/TV Globo

Pista da Marginal Pinheiros cedeu na madrugada desta quinta-feira (15), em São Paulo

Um viaduto da pista expressa da Marginal Pinheiros, uma das principais vias de São Paulo, cedeu cerca de dois metros na madrugada desta quinta-feira (15), nas proximidades do parque Vila Lobos. O trecho foi interditado e não há previsão para ser liberado.

Leia também: Feriado estendido tem aeroportos mais tranquilos e filas no sistema rodoviário

O incidente na Marginal Pinheiros aconteceu por volta das 3h30, a poucos metros da Ponte do Jaguaré, na rota de acesso à rodovia Castello Branco. Devido ao horário, poucos carros trafegavam pela região no momento em que o viaduto cedeu. Cinco carros ficaram danificados e, de acordo com a Prefeitura, ninguém se feriu.

A administração municipal assegurou que serão iniciados os trabalhos de escoramento do viaduto de imediato, mas não há previsão para reabrir a pista. Segundo a Secretaria de Transportes de São Paulo, o viaduto não apresentava problemas estruturais. 

A interdição da  pista expressa da Marginal levou o trânsito a ser desviado para a pista local, provocando congestionamento logo cedo, mesmo em meio ao feriado prolongado da Proclamação da República.

Leia mais:  Bolsonaro chega à reta final da campanha com 57% e Haddad tem 43%, diz CNT/MDA

Segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), por volta das 9h desta manhã havia mais de dois quilômetros de lentidão na pista local, sentido Castello Branco, no trecho entre a ponte Nova Fepasa e a ponte do Jaguaré . Na reabertura da pista expressa da Marginal, há mais três quilômetros de filas que se estendem desde o local onde o viaduto cedeu até a ponte Eusébio Matoso.

O viaduto que cedeu passa sobre trecho da linha 9-Esmeralda da CPTM, a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos, que informou que os serviços não foram afetados.

Leia também: Acelerador de partículas mais potente do mundo é inaugurado em Campinas

Confira abaixo nota da Prefeitura sobre a pista da Marginal Pinheiros:


Motoristas fotografaram viaduto que cedeu na Marginal Pinheiros logo após incidente
Reprodução/Twitter

Motoristas fotografaram viaduto que cedeu na Marginal Pinheiros logo após incidente

A Prefeitura informa que a Defesa Civil está no local avaliando a condição da estrutura do viaduto que cedeu na madrugada desta sexta-feira (15). Equipes de engenharia da secretaria de Obras e da Subprefeitura Pinheiros, além da CPTM, foram acionadas e os trabalhos são coordenados pelo Centro de Controle Integrado (CCOI). Não há registro de vítimas.

O viaduto que passa sobre a linha férrea da CPTM (Linha 9 – Esmeralda) no trecho oeste da Marginal Pinheiros , próximo ao parque Vila Lobos, cedeu cerca de dois metros.

Leia também: Vídeo assustador mostra desespero de motorista para fugir de incêndio nos EUA

Leia mais:  Ministro divulga posição contrária à fusão da Cultura com Educação

Continue lendo

Nacional

Lula é irônico e juíza rebate: “Se começar nesse tom comigo, teremos problemas”

Publicado

por


Primeira audiência de Lula com a juíza Gabriela Hardt foi marcada por desentendimentos
Reprodução/JFPR

Primeira audiência de Lula com a juíza Gabriela Hardt foi marcada por desentendimentos

Substituta do futuro ministro da Justiça Sérgio Moro nos processos da Operação Lava Jato em primeira instância, a juíza Gabriela Hardt teve, na tarde desta quarta-feira (14) sua primeira audiência com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O interrogatório, que tratou sobre as  reformas do sítio em Atibaia  foi marcado pela resposta firme da magistrada quando as acusações foram ironizadas pelo petista.

Leia também: Eunício ‘faz as pazes’ e pedirá urgência em projeto que agrada Paulo Guedes

Ao ser questionado se sabia do que estava sendo acusado, o ex-presidente foi sarcástico e disse que “não sabia”. Após as explicações da juíza sobre o processo ser sobre as reformas feitas no sítio, o ex-presidente questionou. “Mas eu sou dono do sítio ou não?”.

“Isso é o senhor que tem que responder, não eu, doutor, e eu não estou sendo interrogada neste momento. Senhor ex-presidente, isso aqui é um interrogatório e se o senhor começar nesse tom comigo nós teremos problemas”, responde a magistrada, que ainda completou. “Vamos começar de novo. Eu sou a juíza do caso e vou fazer as perguntas que preciso para o senhor possa ser sentenciado.”

Leia mais:  Ministro divulga posição contrária à fusão da Cultura com Educação

Mais tarde, a magistrada voltou a chamar a atenção do ex-presidente, que acusou Sérgio Moro de ser amigo de Alberto Youssef. “Possivelmente, por conta de que o delator principal é o Youssef, que era amigo do Moro desde o caso do Banestado (Banco do Estado do Paraná). É isso, lamentavelmente é isso”, disse Lula.

“Moro não é amigo do Youssef e nunca foi”, retrucou a juíza, pedindo que o líder petista se resumisse a comentar o processo do sítio, sem fazer referências à Moro. “É melhor o senhor parar com isso”, finalizou.

Ao fim do processo, o ex-presidente voltou a afirmar que se sente “vítima” da Lava Jato. Na avaliação de Lula, sua condenação “se impôs” à Moro pela imprensa. “Eu me sinto vitima do processo do Tríplex, do processo do sítio e do terreno do instituto Lula” , disse. “Eu era um troféu que a Lava-Jato precisava entregar”, concluiu.

Quem é a juíza Gabriela Hardt?


A juíza Gabriela Hardt assumiu provisoriamente os processos da Lava Jato que estavam com Sérgio Moro
Reprodução/Twitter

A juíza Gabriela Hardt assumiu provisoriamente os processos da Lava Jato que estavam com Sérgio Moro

Gabriela Hardt ingressou na magistratura por concurso em 2007, sendo nomeada em 2009. Desde 2014 ela atuava como substituta de Moro na Lava Jato. Curitibana, ela é filha de Jorge Hardt Filho, engenheiro que trabalhou por vinte anos na Petrobrás. Ela é formada na  Universidade Federal do Paraná (UFPR), a mesma onde Moro lecionava direito. 

Leia mais:  Bolsonaro chega à reta final da campanha com 57% e Haddad tem 43%, diz CNT/MDA

Leia também: Bolsonaro anuncia Ernesto Araújo como ministro das Relações Exteriores

Gabriela Hardt já vinha atuando em situações de ausência do magistrado titular. Foi ela, por exemplo, quem decretou a prisão do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu em maio deste ano. Além dos casos próprios, a juíza ficará provisoriamente a cargo também de todos os casos sob a responsabilidade de Moro, que não devem ser redistribuídos, permanecendo na 13ª Vara Federal.

A partir da exoneração de Moro, a vaga de titular aberta deverá ser oferecida por meio de um edital de remoção, do qual poderá participar qualquer juiz federal titular interessado que atue não só no Paraná, mas também em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul. Os três estados estão sob a supervisão do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), com sede em Porto Alegre.

 Sérgio Moro já anunciou seu afastamento imediato das atividades como juiz, “para evitar controvérsias desnecessárias”, disse, em nota. Ele deverá assumir a pasta da Justiça, que englobará a área de Segurança Pública e outros órgãos de fiscalização federal. A juíza Gabriela Hardt , assim, só ficará no lugar do ex-colega por um breve período, já que o TRF-4 escolherá um juíz titular para o cargo nos próximos meses.

Continue lendo

Policial

Política MT

Mato Grosso

Entretenimento

Polícia Federal

Mais Lidas da Semana