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Economia

Mais de R$ 4 bilhões foram recolhidos em sonegação do FGTS

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Mais de R$ 4,1 bilhões contra sonegações de empresas através do FGTS foram recolhidos
Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Mais de R$ 4,1 bilhões contra sonegações de empresas através do FGTS foram recolhidos

O Ministério do Trabalho recolheu mais de R$ 4,1 bilhões contra sonegações de empresas através do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).  O valor, que pertenceria aos funcionários dessas instituições, foi pego por meio de autuações realizadas pela Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT) durante os três primeiros trimestres de 2018. A informação foi divulgada na quarta-feira (8).

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O valor é 19% superior ao do número de recolhimentos realizados no mesmo período do ano passado, quando foram recolhidos R$ 3,43 bilhões de FGTS e de Contribuição Social. Na comparação com os três primeiros trimestres de 2016, quando o Ministério do Trabalho retirou R$ 2,67 bilhões, o resultado atual é 53% maior.

Durante o primeiro semestre deste ano, o Ministério do Trabalho anunciou o recolhimento de R$ 2,4 bilhões durante fiscalizações.

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De acordo com o auditor-fiscal do Trabalho, Jefferson de Morais Toledo, cerca de R$ 242 milhões foram recuperados em 2018 só em valores de ação fiscal, que são os valores atrasados depositados pelas empresas após o início da fiscalização.

Toledo ressaltou que os bons resultados foram influenciados pelo empenho da SIT em melhorar seus sistemas de controle. “A SIT vem realizando esforços para a modernização dos sistemas informatizados de fiscalização e para a capacitação dos seus auditores, e isso se refletiu positivamente nos resultados alcançados”, disse.

Assim, a Força-Tarefa de Fiscalização de Grandes Devedores de FGTS (FT-FGTS), criada em 2016 para fiscalizar os empregadores com maior indício de débito do país, tem contribuído para os valores alcançados. “A Força-Tarefa foi responsável por notificar e recolher cerca de R$ 1,4 bi de FGTS e Contribuição Sindical no período”, afirmou Toledo. Logo atrás da Força-Tarefa, vem o estado de São Paulo, que recolheu cerca de R$ 674,5 milhões, e o do Rio de Janeiro, que pegou mais de R$ 381,1 milhões.

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Confira os recolhimentos por estado:

Acre: R$ 11.011.704,36

Alagoas: R$ 73.663.291,78

Amazonas: R$ 34.733.802,30

Amapá: R$ 2.806.568,84

Bahia: R$ 128.101.389,76

Ceará: R$ 53.606.414,18

Distrito Federal: R$ 64.973.211,39

Espírito Santo: R$ 55.571.814,42

Goiás: R$ 43.530.289,36

Maranhão: R$ 57.732.608,89

Minas Gerais: R$ 191.568.854,83

Mato Grosso: R$ 53.625.323,02

Mato Grosso do Sul: R$ 36.528.260,88

Pará: R$ 63.895.154,42

Paraíba: R$ 33.566.502,12

Pernambuco: R$ 69.578.031,22

Piauí: R$ 23.674.674,08

Paraná: R$ 183.629.779,51

Rio de Janeiro: R$ 381.103.435,05

Rio Grande do Norte: R$ 21.121.249,21

Rondônia: R$ 7.695.539,97

Roraima: R$ 2.343.298,59

Rio Grande do Sul: R$ 264.568.855,89

Santa Catarina: R$ 134.386.742,95

Sergipe: R$ 33.654.668,96

São Paulo: R$ 674.560.265,01

Tocantins: R$ 4.907.697,25

Cálculo do FGTS


Os empregadores devem depositar o FGTS no dia 7 de todo o mês
Divulgação

Os empregadores devem depositar o FGTS no dia 7 de todo o mês

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Todos os meses, os empregadores devem depositar o FGTS no dia 7. O valor do pagamento deve ser equivalente a 8% do salário do funcionário. Para aprendizes, a quantia a ser depositada é de 2% da remuneração, enquanto para trabalhadores domésticos é de 11,2%.

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Economia

De olho no exterior e no próximo presidente do BC, dólar cai e fecha a R$ 3,73

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Em novembro, o dólar ainda acumula alta de pouco mais de 1%; neste ano, a valorização da moeda ante o real é de 14%
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Em novembro, o dólar ainda acumula alta de pouco mais de 1%; neste ano, a valorização da moeda ante o real é de 14%

O mercado reagiu bem às expectativas sobre a trajetória dos juros nos Estados Unidos e à indicação de Roberto Campos Neto para a presidência do Banco Central (BC) no ano que vem. Nesta sexta-feira (16), a dólar caiu 1,28% e fechou o dia cotado a R$ 3,7372, 1,27% a menos do que o resultado registrado na última quarta-feira (14).

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Durante o dia, a moeda norte-americana chegou à mínima de R$ 3,7306 e à máxima de R$ 3,7825. No mês de novembro, o dólar ainda acumula alta de pouco mais de 1%. Neste ano, a valorização da moeda frente ao real já bate os 14%.

Influências do exterior


Na sessão desta sexta-feira (16), a cautela do mercado em relação ao Brexit também influenciou a cotação do dólar
Ilovetheeu

Na sessão desta sexta-feira (16), a cautela do mercado em relação ao Brexit também influenciou a cotação do dólar

Nos EUA, Richard Clarida, vice-presidente do Federal Reserve (ou Fed, o Banco Central norte-americano), declarou que a taxa de juros do país está próxima à neutralidade, entre 2,5% e 3,5%, e que o neutro “faz sentido”. Em 2018, o Fed já elevou os juros norte-americanos três vezes e, por ora, há muitas expectativas sobre um novo aumento em dezembro.

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Na sessão desta sexta, também predominou certa cautela em relação ao Brexit , motivada principalmente pelas declarações de Theresa May, primeira-ministra britânica, que garantiu se manter firme à saída do Reino Unido da União Europeia em março de 2019. Ontem (15), quatro ministros do gabinete de May pediram demissão de seus cargos por não concordarem com o acordo que está sendo firmado entre o país e o bloco europeu.

Presidência do Banco Central


Novo presidente do BC, Roberto Campos Neto será responsável pela política cambial do país, o que está diretamente ligado à cotação do dólar
Divulgação

Novo presidente do BC, Roberto Campos Neto será responsável pela política cambial do país, o que está diretamente ligado à cotação do dólar

Na última quinta-feira (15), feriado nacional, a equipe de transição do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), confirmou o nome do economista Roberto Campos Neto  para ocupar a presidência do Banco Central. Campos Neto substituirá Ilan Goldfajn, que está à frente do BC desde junho de 2016 e deixou o posto voluntariamente.

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O economista de 49 anos de idade é neto de Roberto Campos, que foi ministro do Planejamento de Castelo Branco durante a ditadura militar. Atual responsável pela tesouraria do banco Santander, o indicado por Bolsonaro ainda terá que passar por uma sabatina na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado antes de tomar posse.

Como Paulo Guedes, futuro ministro do novo governo, Campos Neto tem perfil liberal e apoia medidas que restrinjam o tamanho do Estado. Formado em economia pela Universidade da Califórnia, nos EUA, e especializado em finanças, o novo presidente do Banco Central já ocupou funções nos bancos Bozano, Simonsen e Claritas.

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O BC é uma autarquia ligada ao Ministério da Fazenda que também tem status de ministério. Caberá a Campos Neto zelar pela política cambial do país, o que está diretamente ligado à cotação do dólar , fixar a taxa Selic, regular o sistema bancário nacional e perseguir as metas de inflação fixadas pelo governo.

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Economia

BNDES escolhe empresa cocriada por Paulo Guedes para gerir fundo de investimento

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De acordo com o BNDES, a escolha da empresa cofundada por Paulo Guedes se deu ao final de um processo seletivo público que contou com a participação de outras sete instituições
Fernando Frazão/Agência Brasil

De acordo com o BNDES, a escolha da empresa cofundada por Paulo Guedes se deu ao final de um processo seletivo público que contou com a participação de outras sete instituições

Nesta sexta-feira (16), o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou que escolheu a JGP, gestora cofundada pelo economista Paulo Guedes, para administrar um novo fundo de investimento em direitos creditórios (FIDC). Os recursos deste fundo, segundo o BNDES, seriam investidos em projetos de infraestrutura.

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De acordo com o banco, a escolha da JGP se deu ao final de um processo seletivo público que contou com a participação de outras sete instituições. A empresa cocriada por Paulo Guedes , na avaliação do BNDES, apresentou a melhor combinação entre as notas técnica e comercial.

Os segundo e terceiro lugares ficaram com a Votorantim Asset Management e Itaú Asset Management, respectivamente, que agora formam o cadastro de reserva.

O novo fundo do BNDES tem patrimônio estimado em cerca de R$ 500 milhões. Quando disponível, o FIDC terá um portfólio com ativos que compõem a carteira de aplicações – também chamadas de debêntures incentivadas – para projetos do banco, que, por sua vez, não será um dos cotistas desse fundo.

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O que são debêntures incentivadas


As debêntures incentivadas, que compõem o fundo a ser criado pelo BNDES e gerido pela empresa de Paulo Guedes, são isentas de Imposto de Renda e buscam financiar projetos de infraestrutura
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As debêntures incentivadas, que compõem o fundo a ser criado pelo BNDES e gerido pela empresa de Paulo Guedes, são isentas de Imposto de Renda e buscam financiar projetos de infraestrutura

Em linhas gerais, as debêntures são aplicações de renda fixa cujos títulos são emitidos por empresas de diversos setores – incluindo o público. Sua dinâmica de investimento é bem parecida com a do Tesouro Direto ; a diferença é que, neste caso, o investidor está emprestando dinheiro para uma organização privada, e não para o governo.

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Em troca, assim como acontece com os títulos da dívida pública, quem investe em debêntures recebe juros – prefixados ou pós-fixados – sobre o valor que aplicou. A rentabilidade desse investimento pode até ser maior do que a de outros de renda fixa, mas seus riscos também são mais altos, já que as debêntures não são protegidas pelo Fundo Garantidor de Crédito.

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Existem diversos tipo de debêntures. As incentivadas, que compõem o fundo a ser criado pelo BNDES, são isentas de Imposto de Renda e buscam financiar projetos de infraestrutura , como a construção de portos e aeroportos, a ampliação da capacidade de transmissão de energia e as obras para melhorar as condições das rodovidas, por exemplo.

Sobre a JGP


Futuro ministro da Economia, Paulo Guedes fundou a JGP em 1998 em sociedade com André Jakurski e Arlindo Vergaças. O economista de Bolsonaro deixou a empresa em 2004
Fernando Frazão/Agência Brasil

Futuro ministro da Economia, Paulo Guedes fundou a JGP em 1998 em sociedade com André Jakurski e Arlindo Vergaças. O economista de Bolsonaro deixou a empresa em 2004

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Paulo Guedes , futuro ministro da Economia do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), fundou a JGP em 1998 em sociedade com André Jakurski e Arlindo Vergaças. Antes disso, em 1986, Jakurski e Vergaças já haviam acompanhado Guedes na criação do Pactual, que deu origem ao banco BTG Pactual. O economista de Bolsonaro deixou a JGP em 2004.

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