Kátia Abreu sugere renúncia de Haddad para Ciro disputar segundo turno

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Kátia Abreu defendeu a renuncia de Fernando Haddad para que Ciro Gomes assumisse a disputa contra Bolsonaro
Divulgação/PDT

Kátia Abreu defendeu a renuncia de Fernando Haddad para que Ciro Gomes assumisse a disputa contra Bolsonaro

A senadora Kátia Abreu (PDT-TO), candidata a vice-presidente de Ciro Gomes, defendeu nesta quarta-feira (10) que o candidato à Presidência Fernando Haddad (PT) desista da corrida eleitoral. De acordo com ela, o artigo 77 da Constituição Federal estabelece que em caso de desistência de um candidato, antes da realização do segundo turno, será convocado o de maior votação no primeiro turno.

Neste caso,  Ciro substituiria Haddad já que o pedetista ficou em terceiro lugar no primeiro turno. Na avaliação de Kátia Abreu , essa seria a única forma do campo de esquerda derrotar o candidato do PSL, Jair Bolsonaro. “Eu não estou falando pelo partido, mas não estranharia se por acaso ele [Haddad] desistisse, vendo que pode entregar o país para um fascismo religioso. A lei é clara: se ele renunciar, Ciro é o único capaz de vencer Bolsonaro”, disse.

Nesta quarta-feira (10), o PDT de Ciro Gomes anunciou apoio crítico à candidatura de Fernando Haddad. A decisão foi tomada em reunião da Executiva Nacional do Partido, em Brasília. O candidato do PDT à Presidência, Ciro Gomes, ficou no terceiro lugar na disputa, com um total de 13,3 milhões de votos, correspondendo a 12,47% da preferência do eleitorado.

O presidente do  PDT , Carlos Lupi, afirmou em entrevista coletiva após a reunião que o partido optou pelo apoio em razão dos riscos que a candidatura de Jair Bolsonaro representa à democracia e às liberdades individuais, a despeito das críticas a atitudes do PT contra o PDT ao longo do processo eleitoral.

“Hoje o tipo de golpe é mais sofisticado, um golpe que pode ser legitimado pelo voto popular, o que torna maior o risco à democracia brasileira”, disse Lupi.

“Nós já sofremos 1964, nós sabemos o que foi 1968, nós somos filhos e netos dos que sofreram na ditadura. Somos o partido dos cassados, dos oprimidos, dos exilados e dos mortos. É em nome desta memória que queremos alertar o povo brasileiro do risco que o Brasil corre elegendo essa personalidade que hoje engana o povo”, completou.

Lupi acrescentou que o PDT não integrará a coordenação da campanha de Haddad, não fará reivindicações de propostas, como ocorreu no caso do PSOL, e não vai fazer parte da gestão do petista se ele for eleito. O presidente negou também que Ciro Gomes vá subir no palanque do candidato do PT. O plano da legenda, completou, é começar a preparar a disputa de 2022. Ciro Gomes não falou com jornalistas.

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Apesar da ideia de proposta por Kátia Abreu , a senadora afirmou que vai manter posição de neutralidade na disputa presidencial. “Não apoio apenas um “personagem” ou um projeto de “poder político”. Apoio uma agenda para o País que possa mudar de fato a vida dos brasileiros para melhor”, escreveu a senadora.

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