Entenda como opera a indústria da cópia de conteúdo criminosa na internet

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O período de eleições é propício para a fácil disseminação de informações incorretas. Milhares de fake news correm soltas nas redes socias e dedos vorazes disparam toda e qualquer notícia incorreta e mal apurada. É papel do bom jornalismo checar os fatos e trazer a realidade para o leitor. Porém, agora o perigo mora também na cópia de conteúdo criminosa.

Na tarde desta quarta-feira (10), a redação do iG recebeu uma fake news sobre  7,2 milhões de votos  anulados pelas urnas.  Fizemos a apuração  junto ao TSE e notamos que a corrente que circulava na web era totalmente falsa. Depois disso, o prejuízo ficou por conta da cópia de conteúdo  criminosa.  

Você sabe como o cópia de conteúdo acontece? Entenda:


Resultados da buscas após a cópia de conteúdo
Divulgação

Resultados da buscas após a cópia de conteúdo

Por volta das 15h40, o Portal iG finalizou a sua apuração dos fatos e publicou a matéria. Não divulgamos o conteúdo na home page do Portal e, como teste, deixamos que os leitores chegassem ao texto apenas pela busca do Google. 

Alguns minutos depois, o tráfego de leitores vinha direto da ferramenta de buscas, o número de pessoas lendo a matéria era alto, mas não era o esperado. Em uma busca rápida, descobrimos a razão: um portal de menor relevância estava enganando o leitor do iG.

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O site 24 Horas News , valendo-se de ferramentas sofisticadas, copiou todo o conteúdo de forma criminosa e usou alta tecnologia para enganar o Google e obter vantagens com o esforço empregado pela nossa redação.

Além de antecipar o horário de publicação da matéria de forma fraudulenta, o 24 Horas News informa no seu texto que a matéria é do iG, mas para o Google, através de seus metadados,  diz que a autoria da matéria era deles. Todas essas medidas são tomadas para conseguir driblar a segurança do Google e ganhar, com isso, audiência e também publicidade.


Veja o ponto onde site informa ao Google que ele é o autor da matéria
Reprodução

Veja o ponto onde site informa ao Google que ele é o autor da matéria

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Para tentar amenizar o plágio, o site oferece no final de sua matéria copiada um link para matéria do iG, como sendo a original, que “estranhamente” foi publicada antes. É nesse tipo de “jornalismo” sem responsabilidade que nascem as fake news e fazem a profissão ser vista com muita desconfiança pelos leitores. A cópia feita por robôs prejudica o verdeiro jornalista.

O iG vai acionar os culpados pela cópia de conteúdo criminosa na Justiça.

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