Banco Mundial reduz expectativa de crescimento do PIB do Brasil para 1,2%

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Para o ano que vem, o Banco Mundial também reduziu a estimativa para o aumento do PIB do Brasil, que passou de 2,5% para 2,2%
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Para o ano que vem, o Banco Mundial também reduziu a estimativa para o aumento do PIB do Brasil, que passou de 2,5% para 2,2%

O Banco Mundial reduziu pela metade a previsão de crescimento da economia brasileira para este ano. No relatório “Sobre Incertezas e Cisnes Negros: Como Gerenciar Riscos na América Latina e Caribe” divulgado nesta sexta-feira (5), a expectativa para o aumento do Produto Interno Bruto, o PIB do Brasil, caiu de 2,4% de 1,2%.

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No relatório, o Banco Mundial justificou a redução lembrando que, no fim de junho, após a greve dos caminhoneiros, o Banco Central (BC) diminuiu sua estimativa de crescimento em 2018 de 2,6% para 1,6%. Para o ano que vem, a autoridade internacional também reduziu a estimativa para o aumento do PIB do Brasil – de 2,5% para 2,2%.

Segundo o Banco Mundial, “a persistência de grandes déficits fiscais, a falta de uma reforma previdenciária significativa e a crescente incerteza política sobre as eleições de outubro, em conjunto com a recente apreensão em mercados de capital internacional”, são os fatores responsáveis por colocar a previsão de crescimento anterior em xeque.

PIB do Brasil x América Latina


Além da desaceleração do PIB do Brasil, a estimativa para a América Latina foi afetada pela instabilidade político-econômica de Argentina e Venezuela
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Além da desaceleração do PIB do Brasil, a estimativa para a América Latina foi afetada pela instabilidade político-econômica de Argentina e Venezuela

A revisão da estimativa para o Brasil, responsável por mais de um terço do PIB da região, foi um dos motivos que determinaram a redução da expectativa de crescimento também para a América Latina e o Caribe. A previsão caiu para 0,6% em 2018 e 1,6% em 2019. As projeções anteriores eram de 1,8% neste ano e de 2,3% no ano que vem.

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Além da desaceleração do PIB do Brasil, a estimativa para a região foi afetada pela instabilidade de mercado iniciada em abril na Argentina , pela deterioração continuada da situação na Venezuela e pela piora do cenário internacional. Se fosse desconsiderado o país governado por Nicolás Maduro, o PIB da região cresceria 1,6% este ano e 2,1% em 2019.

O PIB da Venezuela , por sua vez, deverá cair 18,2% e a inflação acumulada esperada é de 1.000.000% em 2018. Segundo o relatório publicado pelo Banco Mundial, o país “continua a implodir com uma crise econômica, financeira e social sem precedentes na história moderna da região”.

O documento cita ainda que, de acordo com a Organização Internacional para Migrações (OIM) das Nações Unidas, mais de 1,6 milhão de pessoas deixaram a Venezuela desde 2015, sobrecarregando recursos sociais e habitacionais em países vizinhos, particularmente na Colômbia, que está hospedando cerca de 935 mil imigrantes venezuelanos.

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Na América do Sul, é esperada uma retração de 0,1% em 2018 e um crescimento de 1,2% em 2019 – um ponto percentual a menos do que o projetado para o PIB do Brasil . Na América Central, a expectativa é de um aumento de 2,8% do PIB da região neste ano e de 3,2% no ano que vem. No Caribe e no México, as projeções também são positivas, de 3,7% e 2,3% em 2018 e de 3,5% e 2,3% em 2019, respectivamente.

*Com informações da Agência Brasil

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